35 MIL ESTÃO AFASTADOS DO TRABALHO NO ESTADO DE ALAGOAS

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INSS. Dores, lesões, estresse, depressão e alcoolismo custam R$ 39 milhões por mês de auxílio-doença.

Dores na coluna, na cabeça; lesões osteomusculares relacionadas ao trabalho; estresse, alcoolismo, depressão, acidentes. Cada dia aumenta o número de enfermidades que provocam afastamentos do trabalho. Em Alagoas, já são mais de 35,5 mil pessoas afastadas das atividades laborais por mais de 15 dias, em função de problemas de saúde, segundo o INSS

Isso representa um gasto mensal de quase R$ 39 milhões com pagamento de auxílio-doença, dos quais, menos de 10% – R$ quase 3,5 milhões – são relativos a afastamentos por acidentes de trabalho. Os restantes – mais de R$ 35 milhões – são por problemas diversos de saúde, incluindo acidentes externos (não relacionados ao trabalho), segundo dados do INSS.

De acordo com a gerência de comunicação do órgão em Alagoas, das 35,5 mil pessoas recebendo auxílio-doença no Estado, apenas 2,9 mil são em decorrência de acidentes de trabalho. O restante é em decorrência de problemas diversos de saúde.

BENEFÍCIO

O auxílio-doença é um benefício devido ao segurado da Previdência que se torne temporariamente incapaz para o trabalho, por motivo de doença ou acidente.

Dados do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) da Secretaria de Saúde de Alagoas (Sesau) mostram um aumento continuado no número de acidentes de trabalho nos últimos anos, mas são as Lesões por Esforço Repetitivo (LER) e os Distúrbios Osteomioarticulares Relacionados ao Trabalho (Dort) que aparecem na dianteira dos problemas que mais causam incapacidade temporária em Alagoas.

No Brasil, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego, os principais motivos de afastamento do trabalho por enfermidades são as lesões físicas (fraturas de membros) ou por esforço repetitivo, doenças osteomioarticulares, como dores na coluna, e problemas de saúde mental, como estresse, depressão, alcoolismo e esquizofrenia.

De acordo com os boletins do MTPS, os transtornos mentais, doenças no sistema nervoso ou doenças osteomusculares e do tecido conjuntivo são responsáveis pelo afastamento de 78% das mulheres que receberam o auxílio-doença acidentário. E 70% dos homens se afastam por causa de traumatismos.

EPIDEMIA MUNDIAL

De acordo com o fisioterapeuta do trabalho Deivson Cavalcante Gomes de Oliveira, que atua na Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e na Polícia Militar (PM-AL), é cada vez maior o número de trabalhadores acometidos de Lesões por Esforço Repetitivo (LER) e Distúrbios Osteomioarticulares Relacionados ao Trabalho (Dort), doenças consideradas hoje como uma nova epidemia mundial.

E são cada vez mais significativas as consequências desses problemas no desempenho funcional e social dessas pessoas.

As LER/Dort são doenças relacionadas ao trabalho e ergonomia, caracterizadas por disfunções em estruturas do sistema musculoesquelético que atingem várias categorias profissionais. “No Brasil, de acordo com dados da Previdência Social, elas representam quase a metade do total de benefícios concedidos pelo INSS”, diz ele.

E lembra que, além disto, as LER/Dort são responsáveis pelo comprometimento, em diferentes graus, da saúde física e mental dos trabalhadores, na medida em que repercussões sociais podem estar envolvidas, causando longos períodos de afastamento do trabalho ou até mesmo a incapacidade definitiva.

Fonte: Gazeta de Alagoas

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