7 CAUSAS DA PARALISIA CEREBRAL E COMO A FISIOTERAPIA ATUA NO SEU TRATAMENTO

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A Paralisia Cerebral foi identificada em meados do século XX como um incidente que ocorre imediatamente antes, durante ou logo depois do nascimento da criança.

É consequência de uma lesão estática que afeta o Sistema Nervoso Central (SNC) em fase de maturação.

Causas da Paralisia Cerebral

  1. Desenvolvimento Congênito Anormal;
  2. Anóxia Cerebral (ausência de oxigênio);
  3. Prematuridade;
  4. Lesão Traumática do Cérebro;
  5. Eritroblastose por incompatibilidade de Rh;
  6. Infecções Congênitas (sífilis, toxoplasmose, rubéola, herpes, HIV);
  7. Meningite;

Diagnóstico da Paralisia Cerebral

Atraso do DNPM;

Persistência de reflexos primitivos:

  1. RTL- reflexo tônico labiríntico;
  2. RTCA- reflexo tônico cervical assimétrico;
  3. RTCS- reflexo tônico cervical simétrico;
  4. Reações Associadas (Reação Positiva de Suporte);Reflexos Anormais;Pode-se associar : Eletroencefalograma (EEG); Tomografia Computadorizada (TC);

    Testes das funções auditivas e visual são exames adicionais, pois geralmente estão associados com a Paralisia Cerebral;

Classificação da Paralisia Cerebral

  1. PC Espástica:
  2. Este é o tipo mais comum;
  3. Devido a lesão do Sistema Piramidal;
  4. Tônus: Hipertonia;
  5. Hiperreflexia;
  6. Clônus (rações musculares involuntárias, pode ocorrer);
  7. Sinal de Babinski;
  8. Paralisia Cerebral Fisioterapia NeurologicaGrande Fixação Proximal;

Tipos (Topografia):

  • Diplegia Espástica: as extremidades inferiores são mais envolvidas do que as superiores;
  • Hemiplegia: envolvimento de um dos lados do corpo e pode manifestar-se mais no braço do que na perna;
  • Quadriplegia: Afeta o corpo inteiro;

Paralisia Cerebral Fisioterapia Neurologica

2. PC Discinético:

  • Extrapiramidal;
  • Presença de movimentos involuntários;

1- Atetóide:

  • Tônus: hipotonia de base + flutuação (passa de normal para hipotonico);
  • Hipermobilidade;
  • Movimentos involuntários nas extremidades;
  • QI geralmente não afetado;
  • Tipos: Hemiplegia e Quadriplegia;

2- Coreoatetose:

  • Tônus: Varia de: Hipertonia  – Normal – Hipotonia (passa pelo normal);
  • Movimentos involuntários proximais;

3- Distonia:

  • Tônus: Varia de: Hipertonia – Hipotonia (sem passar pelo normal);

3. PC Atáxico:

  • Forma mais rara;
  • Consequente a lesão do cerebelo;
  • Tônus: hipotonia;
  • Mobilidade espontânea muito pobre;
  • Criança apática e amedrontada;
  • Problemas de equilíbrio;
  • Dismetria (desorientação espacial);
  • Dificuldade para deambular;
  • Tipos: Hemiplegia e Quadriplegia;

4. PC Hipotônico:

  • Raro;
  • Em geral é um sintoma transitório;

Problemas Associados a Paralisia Cerebral:

Apesar de o distúrbio motor ser a principal característica, outras manifestações estão presentes:

  • Convulsões;
  • Alterações visuais;
  • Déficit cognitivo;
  • Distúrbios da fala e da linguagem;
  • Dificuldades de alimentação;

Prognóstico:

O grau de comprometimento motor e a presença de distúrbios associados são os principais índices para que se determine a possibilidade de independência de cada criança.”

Possivelmente a função mais difícil de se prognosticar em pacientes com Paralisia Cerebral seja a marcha. A aquisição da deambulação depende diretamente do tipo de comprometimento motor e da gravidade do comprometimento, e indiretamente da função cognitiva, visual e cortical superior.

Nos últimos anos, o desenvolvimento de testes como o GMFCS ( Gross Motor Function Classification System) tem auxiliado na determinação mais objetiva e quantitativa do comprometimento motor individualizado.

Tratamento Fisioterapêutico na Paralisia Cerebral:

O terapeuta que trabalha com crianças com Paralisia Cerebral, monitora constantemente a qualidade da resposta motora da criança.  Essas observações orientam o tratamento para chegar a um objetivo funcional.

Os princípios de tratamento variam de acordo com cada paciente e com a classificação. Buscando estimular o desenvolvimento neuropsicomotor (DNPM); Modular o tônus; Prevenir contraturas e deformidades; Trabalhar reações de retificação e equilíbrio; Oferecer diferentes estímulos sensoriais; Ganhar controle postural; Orientar quanto ao uso de órteses e posicionamento.

Conclusão

Entendemos o que é a paralisia cerebral e concluímos que a fisioterapia neurológica ou neurofuncional tem um papel fundamental no tratamento de portadores dessa condição.

Por: DANIELLA BASSANI – Fisioterapeuta Graduada pela Universidade de Caxias do Sul. Atualmente cursa especialização em Fisioterapia Neurofuncional na Faculdade Inspirar, em Porto Alegre.

Fonte: http://promovefisio.com.br

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