A HISTÓRIA DA SHANTALA

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Em 1976, o francês Fréderick Leboier, médico obstetra, viajava pela Índia, quando viu uma mulher sentada na calçada em Calcutá massageando seu filho. A prática era comum no país e transmitida de mãe para filha. Encantado com aquele momento, Leboier fotografou a mulher, que se chamava Shantala, e pediu que lhe ensinasse a técnica.

De volta ao Ocidente, Fréderick Leboier foi responsável pela divulgação da prática que ele batizou de Shantala em homenagem a sua “tutora”. O renomado médico já trabalhava em busca da humanização da assistência à mulher no parto desde a década de 60.

No Brasil, a Shantala foi introduzida a partir de 1978, através da professora de yoga Maria de Lourdes da Silva Teixeira, conhecida como Fadynha. Ela conheceu o método através do médico francês. Ainda hoje, Fadynha se dedica a divulgação da Shantala no país através de cursos e palestras.

O objetivo da massagem Shantala é desenvolver a interação mãe-filho, o seu toque sutil e amoroso é capaz de romper cadeias de tensões, bloqueios, prevenindo problemas futuros. Alivia cólicas e insônias, equilibrando o bebê física, emocional e energicamente. O carinho e interação vão além de uma simples massagem.

BENEFÍCIOS

• Fortalecimento do vínculo;
• Relaxamento e bem-estar;
• O sono é mais tranquilo;
• Alívio das cólicas;
• A digestão e circulação são melhoradas;
• Redução da ansiedade e irritabilidade;
• A pele é tonificada e hidratada;
• O crescimento do bebê é estimulado;
• Menos choro e mais tranquilidade;
• Melhora o desenvolvimento motor;
• Integração de corpo e mente;
• Delimita o espaço interno (limites do EU);
• Mais amor e afetividade;
• São inúmeros os benefícios que essa massagem tradicional milenar indiana maravilhosa pode trazer para você e para o bebê. Aprenda cada passo e desfrute desse momento maravilhoso e único. Simples e fácil de fazer!

“Sim, os bebês tem necessidade de leite, mas muito mais de serem amados e receberem carinho. Serem levados, embalados, acariciados, pegos e massageados” (LEBOYER, Frédérick, 1976)

CONTRAINDICAÇÕES

Não fazer a massagem:
• No 1º mês de vida;
• Se o bebê estiver cansado ou com fome;
• Ao terminar de comer ou mamar;
• Em caso de dor, febre, gripe e cólica;
• Se foi vacinado na semana anterior ou
ainda estiver sob reação da vacina;
• Se ele estiver com erupções, machucados
ou infecção de pele;
• Se apresentar problemas nas articulações,
ossos frágeis ou fraturas;
• Não massagear o bebê contra a vontade
dele, se estiver chorando ou irritado;
• Não acordar o bebê para massagear;
• Em caso de qualquer desconforto ou doença.

“Vocês se olham. E esse contato dos olhos é de grande importância. Durante a massagem é preciso conversar com a criança. Não somente com palavras. É preferível permanecer em silêncio. O silêncio ajuda a concentração. E, de fato, você vai aprender a se comunicar de outro modo. Seja atenciosa. Só pense naquilo que você está fazendo. Esteja “ali!”. Fale com o bebê com os olhos, com as mãos. Com oseu ser.” (LEBOYER, Frédérick, 1976)

REFERÊNCIAS

CASSAR, Mario Paul. Manual de massagem terapêutica. São Paulo. Manole, 2001.
LEBOYER, Frédérick. Shantala, uma arte tradicional massagem bebês. São Paulo. Editora Ground, 2001.

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