“APÓS UMA CIRURGIA PARA JOANETE, É NORMAL SURGIREM CALOMBOS ? “

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 É possível que os calos no pé favoreçam o surgimento de um caroço chamado de neuroma de Morton. Conheça esse quadro e como lidar com ele

Alguns anos depois de passar por uma cirurgia para correção de joanete, a leitora Maria Helena Tanferri Meliani desenvolveu calombos nos pés que seu médico chamou de neuroma de Morton. Com dúvidas relacionadas ao diagnóstico, ela procurou a SAÚDE para obter mais informações sobre o assunto. “Trata-se do espessamento do nervo responsável pela sensibilidade dos dedos do pé. Os sintomas mais comuns são a sensação de formigamento ou anestesia e a formação de uma massa – semelhante a um caroço – na região”, esclarece Rafael Macedo, ortopedista do Hospital Ifor, da Rede D’Or São Luiz, em São Paulo.

As causas dessa condição não estão totalmente claras, mas sabe-se que a má distribuição do peso corporal e a repetição de traumas próximos ao nervo em questão, localizado entre o terceiro e o quarto dedos — o médio e o “anelar” —, favorecem o surgimento do neuroma. E aí que está a relação (indireta) com o joanete.

“Para prevenir esse espessamento neural, não basta dar preferência a calçados confortáveis e sem salto alto. É preciso alongar toda a musculatura posterior da perna regularmente para evitar seu encurtamento, que sobrecarrega o antepé”, aconselha Macedo.

Atualmente, existem duas maneiras de tratar o neuroma de Morton. “A primeira, classificada como conservadora, é conciliar a utilização de palmilhas amortecedoras com fisioterapia e anti-inflamatório, analgésicos e corticoides a fim de frear os sintomas”, explica Fellipe Savioli, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, na capital paulista. “Outra opção é a ressecção [uma cirurgia para retirar o nervo], com grande índice de sucesso”, completa o especialista.

Após a cirurgia, o paciente perde a sensibilidade na área em que estava o nervo. Isso não representa um grande impacto em sua rotina, mas convém ficar atento aos pés para evitar que feridas passem despercebidas. É importante ressaltar também que é muito raro esse quadro regredir naturalmente e ainda não há medicamento para esse fim.

Fonte: O nortão

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