APOSENTADA? FABIANA MURER DIVIDE ROTINA DE DIRIGENTE COM NOVO PROJETO ESPORTIVO

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Fabiana Murer em exercícios no centro esportivo que abriu com outros quatro sócios (Foto: Arquivo pessoal)

Campeã mundial do salto com vara em 2011 usa experiência da graduação em fisioterapia e da vida de atleta de alto rendimento para criar método de treino e prevenção de lesões

 A rotina é bem diferente, mas Fabiana Murer segue com a agenda cheia mesmo após a aposentadoria do salto com vara. Como se não bastassem as tarefas de dirigente assumidas logo após parar de competir, ex-saltadora lançou-se agora em um novo empreendimento. Uma das sócias de um centro esportivo em São Paulo, a campeã mundial de 2011 usou os conhecimentos de sua graduação em fisioterapia e da vida de atleta de alto rendimento para criar o “Método Murer” de treinamento e prevenção de lesões.

Batizado de “Insport”, o centro foi inaugurado em março e tem como pilares saúde, prevenção, ortopedia, reabilitação e treinamento. Além de Murer, trabalham no local o marido e ex-técnico dela, Élson Miranda, além do ortopedista e de dois fisioterapeutas que a acompanharam ao longo da carreira. Cada um é responsável por uma área de atuação, e a campineira ainda tem a responsabilidade de abrir a sede diariamente às 7h da manhã.

– Eu vou cedinho, abro, e também volto à noite. A ortopedia e a fisioterapia já tinham pacientes que foram levados para lá. Para mim é um começo mesmo, já que eu não tinha pacientes de fora. Mas algumas pessoas já passaram por lá para fazer prevenção e o treinamento comigo, exercícios que eu fazia no meu dia a dia, alguns com o peso do próprio corpo…  É para pessoas informais, que querem se sentir bem e fazer uma atividade física – explicou.

Pelo menos por enquanto o centro não é a atividade que mais toma tempo de Murer. A principal ocupação da ex-saltadora ainda é o trabalho como dirigente no BM&F Bovespa, clube que defendeu na maior parte da carreira. Toda quinta-feira ela fica na sede da instituição, em São Paulo, enquanto nos outros dias da semana tem flexibilidade para ir a São Caetano do Sul, onde fica a estrutura de treinamento, para dar suporte aos atletas.

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Murer trabalha em várias frentes. É responsável pela comissão de atletas do clube, busca melhorias para os locais de treino e parcerias com entidades como a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), o Comitê Olímpico do Brasil (COB) e a Federação Internacional (IAAF), além de fazer a ponte entre atletas e managers, como são conhecidos os empresários.

– Às vezes o atleta quer competir fora mas não sabe como fazer. Eu passei por isso e é difícil, porque eu não sabia quem procurar, como era. Hoje, por todos esses anos que passei competindo fora do país, eu sei quais managers são mais legais, têm mais força, outros que têm muitos atletas e não conseguem dar atenção… Eu fico fazendo a ponte dessa logística para eles (atletas) poderem sair do Brasil para competir, que é super importante para o desenvolvimento deles.

Ter assumido esse papel não muito tempo depois da Olimpíada ajudou Murer a sofrer menos na transição de carreira. Longe do alto rendimento desde que se despediu da Rio 2016 de forma precoce, ainda na fase classificatória, ela se deu pouco tempo de férias e logo ocupou a cabeça com as novas tarefas.

Para manter a mesma (boa) forma dos tempos de atleta, Murer segue fazendo musculação e correndo, além das séries de seu próprio método de prevenção de lesões. Saltar? Só de brincadeira.

– Eu realmente me preparei para parar depois de 2016, então não foi tão difícil a transição. Só realmente nas duas primeiras semanas que fiquei perdida. Para não falar que nunca mais saltei, eu fiz um saltinho bem baixinho porque fiz uma clínica para crianças, aí demonstrei ali. Mas foi só isso mesmo – garantiu.

Por:Helena Rebello

Fonte: Globo Esporte

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