ATENÇÃO AOS EXERCÍCIOS FÍSICOS QUE PODEM CAUSAR INCONTINÊNCIA URINÁRIA

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Para manter uma bela silhueta, cada dia mais e mais mulheres suam a camisa pegando pesado em exercícios de musculação, corridas e tantas outras modalidades esportivas. Entretanto, poucas sabem que nem todo exercício beneficia a saúde íntima, e às vezes são até prejudiciais.

Mas antes que pensem que este artigo é uma apologia ao sedentarismo, devo esclarecer que a prática regular de atividades físicas continua sendo ótima para a saúde, e inclusive, consagrada na prevenção de doenças cardíacas, hipertensão, obesidade, osteoporose, diabetes, entre outras.

A questão, é que falta na execução dos exercícios a inclusão da contração de músculos por vezes esquecidos, como os músculos do assoalho pélvico.  Esses músculos também são conhecidos como períneo e formam uma “rede” protetora que se estende do clitóris ao ânus. Além disso, essa rede de músculos auxilia nas continências urinária e fecal e na saúde sexual feminina.

Quando a mulher pratica exercícios de alto impacto, isso ocasiona o aumento excessivo da pressão abdominal, o que pode sobrecarregar os órgãos pélvicos (que são eles: bexiga, útero e reto), empurrando-os para baixo e causando danos ao períneo.

Neste caso, o exercício torna-se um fator de risco para o desenvolvimento da incontinência urinária, principalmente para as mulheres com históricos de gestações e partos. Porém, alguns estudos mostram que as mulheres jovens e que nunca tiveram filhos também podem se queixar de perda de urina associada aos exercícios físicos.

Segundo estudos realizados acerca do tema, as atividades que proporcionam maior risco para o desenvolvimento da incontinência urinária são aquelas que contêm saltos e corridas como jump, esportes coletivos, ginástica de alto impacto, fisiculturismo e a própria corrida. Já a yoga, dança do ventre, spinning e natação são boas opções para a mulher que deseja se exercitar sem causar danos ou com baixo risco de danos para os músculos perineais. Tudo isso desconstrói a ideia de que mulheres que fazem exercícios possuem músculos perineais mais fortes do que aquelas que não fazem, pois na grande maioria das atividades físicas estes músculos não são recrutados voluntariamente.

Por isso é de suma importância que as mulheres procurem um fisioterapeuta especializado para avaliar a força, o tônus e a coordenação da musculatura perineal. Até porque estudos demonstram que cerca de 30% das mulheres não conseguem interromper o jato de urina (prática que não deve ser realizada como um exercício).

As mulheres devem aprender a contrair o períneo durante os esforços, minimizando e/ou prevenindo a incontinência urinária.

Além disso, professores, instrutores e treinadores devem incentivar suas alunas/atletas a esvaziarem a bexiga antes das atividades e conscientizarem sobre a importância da contração perineal antes ou simultaneamente ao exercício.

 

Por: Mônica Lopes, fisioterapeuta do Comitê Científico do Instituto Lado a Lado pela Vida.

 

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