Áreas de AtuaçãoSaúde Geral

AVALIAÇÃO NA FISIOTERAPIA CARDIOVASCULAR

Indicações da Reabilitação Cardíaca
–Pós Infarto do miocárdio clinicamente estável
–Angina estável
–Angioplastia
–Transplante cardíaco ou outro órgão
–Doença vascular periférica
–Doença arterial coronariana
–Revascularização do miocárdio
–Cardiomiopaias
–Insuficiência cardíaca
–Doença cardiovascular inelegível para cirurgia
–Marcapassos
–Cardioversor desfibrilador implantável (CDI)
–Cirurgia de Válvulas
–Doença Renal em estágio terminal
Contra-Indicações da Reabilitação Cardíaca
–Arritmias descontroladas
–PAS > 200 mmHg ou PAD > 110 mmHg
–Doença sistêmica aguda com febre
–Embolia recente
–Insuficiência cardíaca descompensada
–Tromboflebite
–Bloqueio Atrioventricular total (BAVT) sem marcapasso.
–Diabetes descontrolada
–Alteração em repouso do segmento ST
–Estenose aórtica significante
 •Anamnese
–Queixa principal e duração
–História pregressa da moléstia atual
–Antecedentes pessoais
–Doenças associadas
–Antecedentes familiares
–Dados complementares: prática de atv. Físicas, condições socioeconômicas, ambiente de trabalho (presença de escadas, rampas)
Sinais e Sintomas
–Tipos Respiratórios (Expiração prolongada, ativa, Respiração de Cheyne-Stokes e Respiração Paradoxal)
–Dispnéia
–Dor torácica
–Cianose
–Síncope
–Edema
•Exame físico
–Inspeção:
•Tipo Tórax,
•aspecto da pele (palidez e cianose),
•padrão e tipo respiratório,
•alterações nas extremidades (edema, baqueteamento digital)
Baqueteamento digital
•Exame Físico
–Sinais Vitais
•Freqüência Respiratória
•Freqüência Cardíaca
•Pressão Arterial
•Ausculta Pulmonar
•Ausculta Cardíaca
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Ausculta Pulmonar
Ausculta Cardíaca
•RX de Tórax fornece informações como:
–Tamanho da área cardíaca e do mediastino
–Posição da traquéia
–Campos pleuropulmonares (derrame pleural)
–Circulação pulmonar (estase venocapilar pulmonar e hipertensão pulmonar)
–Cúpulas diafragmáticas
–Presença ou não de marca-passo e suturas cirúrgicas.
•Rx de Tórax – Pode ser utilizado:
–Avaliação inicial do pcte com doença cv.
–Seguimento pós tto. Clínico e/ou cirúrgico
–Acompanhamento pctes em UTI’s.
•Vantagens
–Não-invasivo e de baixo custo
–Grande disponibilidade, fácil realização e reprodução.
•Rx de Tórax – Projeções utilizadas
–Frontal
–Lateral
–Oblíquas
–Decúbito Lateral
–Fases Inspiratória e expiratória
Sendo Frontal + Lateral as mais utilizadas!

Índice Cardiotorácico: Leva-se em consideração a incidência póstero-anterior com o paciente em inspiração ICT = (Diâmetro Cardíaco/Diâmetro Torácico)X 100%Valores normais: entre 40 a 50%RX de tórax

 

 

 

 

 

 

Ficha de Atendimento – Enfermaria

•Exame físico
–Massa Corporal (Kg)
–Altura (m)

IMC (kg/m2): massa corporal (Kg)/ Altura (m) ² (Organização Mundial da Saúde, 2006)

•A obesidade pode ser classificada de acordo com a localização do tecido adiposo.
Obesidade Central ou Andróide    
Gordura na região do tronco e deposição
aumentada na região visceral
Obesidade Central ou Ginóide
gordura acumula-se tipicamente mais nos quadris, nádegas e coxas

AULER, GIANNINI, SARAGIOTTO, 2003; BRASIL, 2005;ALMEIDA; ALMEIDA; ARAÚJO, 2009

Circunferência abdominal (cm): ao nível do umbigo, de pé e relaxado, sem encolher a barriga.
Circunferência do Quadril (cm): sobre os glúteos, na qual a circunferência é maior

(GUIMARÃES; AZEVUM; PIEGAS, 2006)

Relação Cintura Quadril: Circunferência abdominal/Circunferência Quadril

Homens: > 0,95 cm

Mulheres:  > 0,85 cm

IV DIRETRIZES BRASILEIRAS SOBRE DISLIPIDEMIAS E DIRETRIZ DE PREVENÇÃO DA ATEROSCLEROSE. ARQ. BRAS. CARDIOL., 2004

•Bioimpedância (BIA)
–Método rápido e não-invasivo para estimar os compartimentos corporais, inclusive a distribuição dos fluidos corporais nos espaços intra e extracelulares

–Princípio que os componentes corporais oferecem uma resistência diferente na passagem da corrente elétrica:

–Tecidos magros -> altamente condutores de corrente elétrica devido a gde. qtde. água e eletrólitos apresentando baixa resistência à corrente elétrica
–Gordura/Osso/Pele -> meio de baixa condutividade apresentando elevada resistência
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•Corrente elétrica de 500 a 800mA e 50 Khz é introduzida nos eletrodos distais e captada pelos eletrodos proximais gerando vetores de resistência e reactância.
•Após identificar os níveis de resistência e reactância à o analisador avalia a água corporal total e uma hidratação cte. Prediz a qtde. de massa magra.
•Se o indivíduo apresentar hiperhidratação o valor da massa magra fica superestimado!
•Força Muscular Respiratória
–Av. das máximas pressões insp. E exp. no estado estático é um método quantitativo e não-invasivo da av. da força muscular resp.
–Pimáx à a partir do Vol. Residual (VR)
–PEmáx à a partir da cap. Pulmonar total (CPT)

AMERICAN THORACIC SOCIETY/EUROPEAN RESPIRATORY SOCIETY

Am J Respir Crit Care Med, 166: 518-624, 2002

–Recomendação
•Número máximo: 5
•Manobras aceitáveis: 3
•Reprodutíveis: 2
–Valores Referência
•PI máx: -80 cm H2O
•PE máx: +90 cm H2O

 

DIRETRIZES PARA TESTES DE FUNÇÃO PULMONAR. Journal de Pneumologia 28(supl.3), 2002.

Eletrocardiograma:

Exame não-invasivo de baixo custo e imprescindível na avaliação da função cardiovascular.
Procedimento de exploração cardíaca detectando as correntes elétricas provenientes do miocárdio
Traduz graficamente as correntes por meio de ondas traçadas em papel milmetrado sob a forma de eletrocardiograma (ECG)
manovacuometro
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•Teste ergométrico Fisioterapêutico
–Método de registros das respostas cardiovasculares e metabólicas durante o esforço controlado e mensurável.
Finalidade do exame
–Avaliação para prescrição terapêutica
–Reavaliação periódica
Fisiopatologia da doença isquêmica:
Exercício dinâmico -> aumento do débito cardíaco, fluxo sanguíneo (coração e músculos ativos), elevação do VO2 e MVO2 (consumo oxigênio do miocárdio),
Obstrução do leito coronário -> isquemia miocárdica -> Precordialgia, disfunção VE, Arritmias, Infra Desnível de ST.
Referências
Almeida, R.T.; Almeida, M.M.G.; Araújo, T.M. Obesidade abdominal e risco cardiovascular: Desempenho de indicadores antropométricos em Mulheres. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, São Paulo, v.17, n.4, Suplemento A, p.16-22 out./dez. 2007.
AULER, J.O.C.; GIANNINI, C.G.; SARGIOTTO, D.F. Desafios no manuseio peri-operatório de pacientes obesos mórbidos: como prevenir complicações. Revista Brasileira de Anestesiologia, Campinas, v.53, n.2, p.199-213, mar./abr. 2003.
Brasil. Ministério da Saúde. Causas e conseqüências da obesidade. 2005. Disponível em <http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/enciclopedia+da_saude/obesidade/causaseconsequenciasdaobesidade.htm> Acesso em: 02 nov. 2008.
Gobbi, F.C.M.; Cavalheiro, L.V. Fisioterapia Hospitalar – Avaliação e Planejamento de Tratamento Fisioterapêutico. São Paulo: Ed. Atheneu, 2009.
Guimarães, H.P.; AVEZUM, A.; PIEGAS, L.S. Obesidade Abdominal e Síndrome metabólica. Revista da SOCESP, São Paulo, v.16, n.1, p-41-47, jan.-mar. 2006.
Organização Mundial da Saúde. Obesidade e Sobrepeso n.311, set. 2006. Disponível em:http://www.who.int/topics/obesity/en/. Acessado em: 19/10/2008.
Fonte:Dr. Ennio da Silveira Scarpellini/ Fisioterapeuta
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