BENEFÍCIOS DA FISIOTERAPIA NA DOR MUSCULAR

0
1140

Muitas pessoas apresentam diversas dores no corpo ao longo do dia, seja por má postura, por tensão ou ainda por sobrecarga do trabalho. Nossa primeira alternativa normalmente é correr para o medicamento, que até aliviam os sintomas, mas sabemos que na grande maioria das vezes o efeito é temporário. Contudo, para nós que vivemos no Japão, o acesso a medicamentos é bem mais complicado que no Brasil, sendo necessária uma ida ao médico, nem que seja para pegar uma receita de antiinflamatório ou relaxante muscular.

Outro fator que contribui para que as pessoas convivam com a dor é o fato de muitos não gostarem de tomar remédios, a não ser em último caso. Porém, o ser humano não foi feito para viver com dor. Aliás, a dor nos restringe e nos impossibilita de levarmos uma vida normal, afetando não só o nosso estado físico, mas também o nosso humor.

Por sorte existem tratamentos conservadores que auxiliam muito no controle e em muitos casos na eliminação da dor. São os tratamentos fisioterapêuticos, que dentre diversos tipos de técnicas está a eletroterapia.

A eletroterapia é uma rede de modalidades de aparelhos eletro-mecânicos que atuam na diminuição da inflamação, relaxamento muscular, alívio da dor, e cicatrização do tecido lesionado. 

Suas principais vantagens são o fato de ser um método não invasivo, não tóxico, não causam dependência física ou psicológica e não apresenta efeitos colaterais.

 Os principais equipamentos eletroterapêuticos utilizados são:

1.    TENS

2.    Ultrassom

3.    Laser

 Tens

O TENS atua através de mecanismos pelos quais pode inibir a dor momentaneamente. Consiste basicamente de um circuito eletrônico, o qual produz estímulos em frequências variáveis, podendo variar a intensidade destes estímulos.

Possibilidades de uso terapêutico: patologias da coluna vertebral (lombalgias, ciatalgias, cervicalgias), dores articulares, tendinite, contusões, dores musculares, etc.

 Ulrassom

O Ultrassom tem seus efeitos térmicos e mecânicos, age principalmente no processo de cicatrização e reparo das lesões. Como o próprio nome sugere, são ondas de som, são vibrações mecânicas num meio elástico com efeito de micro massagem, aumentando assim o metabolismo celular, o fluxo sanguíneo e o suprimento de oxigênio. É utilizado para o tratamento de problemas dos tendões, ligamentos e músculos.

Possibilidades de uso terapêutico: Processos inflamatórios agudos e crônicos, doenças reumáticas, Distensões musculares, entorses de ligamentos, etc.

 Laser

O Laser é uma radiação eletromagnética não ionizante, diferente da luz fluorescente ou da lâmpada comum, promovendo efeitos a partir da interação da luz com o tecido, influenciando as respostas celulares tais como estimulação ou inibição de atividades bioquímicas.

Por meio destes mecanismos, podemos obter respostas terapêuticas como efeitos analgésicos, antiinflamatórios e cicatrizante.

Possibilidades de uso terapêutico: a utilização do laser de baixa potência apresenta várias indicações tais como: traumatismos, tendinites, mialgias, cicatrização de feridas diabéticas, paralisia facial, problemas de disfunção da mordida, etc.

 O que posso fazer até procurar um especialista?

Temos que ter muito cuidado ao realizar um auto-tratamento, pois por falta de conhecimento ou de preparo, acabamos por piorar a situação. Mas, existem algumas técnicas bastante simples que podemos utilizar temporariamente até buscar um profissional especializado.

 Protocolo PRICE

O PRICE é um conjunto de procedimentos que visam proteger a região que se machucou, de forma que ela possa iniciar sua regeneração e recuperação o mais rápido possível. É derivada do inglês, sendo que cada sigla representa um procedimento, como vemos a seguir:

P de Protection (Proteção): deve se proteger a região que se machucou de qualquer contato ou movimento excessivo.

R de Rest (Descanso): a região afetada deve descansar. Qualquer esforço pode atrapalhar a recuperação.

I de Ice (Gelo): deve-se aplicar gelo imediatamente após a lesão. O gelo minimiza a formação de edema (“inchaço”), e isso vai favorecer uma recuperação mais rápida.

C de Compression (Compressão): a área afetada deve ser comprimida para que se forme uma pressão que impeça o aumento do edema. Essa compressão pode ser feita com a própria bolsa de gelo ou através de bandagens ou faixas.

E de Elevation (Elevação): a área afetada deve ser elevada, ficando acima da altura do tronco.

Esse conjunto de procedimentos deve ser aplicado nos 2 a 4 primeiros dias após a lesão, que é a fase inicial (aguda) de uma lesão. E devemos ter bom senso, o PRICE é importante em lesões locais de pouca gravidade. Lesões mais graves, como fraturas, pancadas na cabeça e outras, não devem ser tratadas com PRICE, mas sim levadas a atendimento médico o quanto antes.

Gelo x Calor

Sempre que nos deparamos com uma lesão, bate aquela dúvida: colocar gelo ou calor no local? A primeira coisa a se identificar é se a lesão é aguda ou crônica. Lesões agudas são aquelas de início repentino, de grande dor e muito inchaço (edema). As lesões crônicas são aquelas de maior duração, a dor não é tão intensa, mas é constante. Via de regra, dores agudas têm duração de 1 semana a 10 dias. Após esse período, ela passa a ser crônica.

Quando a lesão é aguda, como por exemplo, uma entorse de tornozelo, coloca-se gelo por 20 minutos 3 vezes ao dia. Já quando a lesão é crônica, como uma contratura muscular mais antiga, deve-se colocar calor no local.

Por: Bruno Garcia –  Fisioterapeuta e Ergonomista

                                                                                                                              

 Fonte:/www.purebeauty-ece.com/                                                                                                                                                            

SEM COMENTÁRIOS

O QUE ACHOU DESTE CONTEÚDO? DEIXE SEU COMENTÁRIO.

*