BIOFEEDBACK ELETROMIOGRÁFICO: SENSORES DE ELETROMIOGRAFIA QUE CAPTAM A ATIVIDADE ELÉTRICA

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Você já ouviu falar em Biofeedback Eletromiográfico? Trata-se de equipamentos capazes de quantificar o nível de contração muscular.

Isso quer dizer que, com ele, é possível identificar se determinado músculo está ativo e qual a proporção de atividade dele.

A tecnologia é extremamente importante para os profissionais da saúde, já que os exames tradicionais trazem resultados subjetivos, dificultando o diagnóstico.

Por meio dos sensores de eletromiografia, contudo, é possível analisar o funcionamento dos músculos de forma efetiva.

Quer saber mais sobre o assunto? Então continue a leitura deste post! Separamos tudo o que você necessita saber para implantar o Biofeedback Eletromiográfico no seu consultório!

Onde surgiu o Biofeedback?

Pesquisas sobre o Biofeedback começaram a surgir fora do Brasil, por volta dos anos de 1960 e 1970. No entanto, a origem da técnica não é atribuída a um só fundador, mas sim a um time de especialistas.

Isso ocorre porque diversos profissionais da saúde — como psicólogos, fisiologistas, neurofisiologistas e neurocientistas — contribuíram para a definição do método.

No Brasil, porém, a técnica foi introduzida por volta de 1980 em algumas clínicas.

Como o Biofeedback Eletromiográfico funciona?

Biofeedback já é conhecido por tratar problemas de incontinência urinária e fecal ou dor pélvica. No entanto, os equipamentos também podem ser utilizados por diversos profissionais da saúde, como os fonoaudiólogos e fisioterapeutas.

Isso ocorre porque a técnica utiliza equipamentos que permitem captar e fornecer dados sobre as reações do corpo humano como um todo, sendo úteis para várias especialidades.

A seguir, separamos as particularidades de alguns tratamentos!

Tratamentos uroginecológicos

A técnica utiliza equipamentos eletrônicos para revelar aos pacientes o funcionamento do músculo do assoalho pélvico.

É possível identificar a capacidade máxima de contração muscular, o tempo de resposta para recrutar a musculatura, o período que o paciente consegue manter a contração, além da fibra muscular dominante.

Esses dados são essenciais para criar uma conscientização pélvica no paciente e para prescrever o melhor tratamento.

Além disso, eles auxiliam na prevenção da incontinência urinária, problema tão comum entre as pessoas.

Isso ocorre porque o profissional da saúde ajudará o paciente a realizar exercícios de contração muscular visando desenvolver um maior controle da bexiga e fortalecer os músculos, auxiliando a continência urinária.

A seguir, veja como funcionam os equipamentos de Biofeedback:

  • possui eletrodos ou sondas vaginais e anais para monitorar a atividade muscular;
  • analisa e quantifica as contrações musculares;
  • monitora tanto os músculos pélvicos, quanto a musculatura sinergética ou acessória;
  • por meio do monitoramento, é possível isolar a musculatura acessória durante o treino muscular pélvico;
  • alguns modelos possuem softwares que fornecem diversos gráficos, facilitando a vida do profissional da saúde;
  • auxilia no relaxamento dos pacientes, tornando a experiência do tratamento agradável;
  • ensina o paciente a ativar a musculatura correta.

Tratamentos orofaciais

Assim como no tratamento uroginecológico, o Biofeedback em tratamentos orofaciais tem o objetivo de ensinar o paciente a contrair e relaxar a musculatura.

Por meio dos equipamentos, os profissionais da saúde podem ter um perfeito diagnóstico e prescrever o melhor tratamento.

Na fonoaudiologia, a técnica pode auxiliar os pacientes com transtornos na voz, mastigação, sucção, deglutição, além de problemas como bruxismo e deslocamento mandibular.

Por que a técnica é importante?

Todos sabem que realizar exercícios na musculatura pélvica é extremamente importante para que o assoalho se mantenha em perfeito funcionamento.

Afinal, os músculos dessa região são os responsáveis pela continência urinária e fecal, além de contribuírem para a qualidade nas relações sexuais.

No entanto, quando realizados de maneira incorreta, esses exercícios podem colocar uma grande pressão na bexiga.

Isso ocorre porque, durante o treino pélvico, o paciente tende a contrair outros músculos, como os abdominais, nádegas e coxas.

Além do cansaço gerado, essas contrações podem não ser eficazes. Nesse contexto, os eletrodos da técnica de Biofeedback são capazes de isolar os músculos adjacentes, fazendo com que somente o assoalho pélvico seja trabalho.

Há vários treinamentos disponíveis, dependendo da necessidade e objetivo do paciente. Geralmente, os exercícios são repetidos diversas vezes até que a contração comece a cansar o paciente (é possível observar se ele está apresentando fadiga) ou quando a musculatura adicional é acionada.

Além disso, o exame de eletromiografia produz relatórios detalhados feitos a partir dos dados coletados. Isso facilita e muito a vida do profissional da saúde, que conta com mais praticidade e precisão no diagnóstico.

A técnica também é extremamente importante para os fisioterapeutas que desejam tratar dores crônicas, já que o Biofeedback ajuda a identificar a presença dos músculos tensionados em diversas partes do corpo, como costas e ombros.

Entendendo a origem da dor, é possível aplicar o melhor tratamento e evitar desconfortos.

Quando o Biofeedback é eficaz?

Pacientes que apresentem incontinência urinária ou fecal, disfunções sexuais, dor pélvica, muscular ou de cabeça podem ser beneficiados os sensores de eletromiografia.

Vale lembrar que as sessões costumam ocorrer duas vezes por semana, sendo que cada uma delas possui aproximadamente 45 minutos.

É claro que esse tempo e frequência podem variar de acordo com o problema do paciente — assim como sua taxa de resposta.

O objetivo final é que o paciente consiga dispensar o equipamento e fazer os exercícios sozinho, de acordo com o aprendizado obtido no consultório.

Além do assoalho pélvico

A utilização do Biofeedback para trabalhar a musculatura pélvica é a forma mais conhecida. No entanto, é possível ir além e utilizar a tecnologia para outros fins.

Na fonoaudiologia, por exemplo, os sensores são muito importantes para tratar transtornos neurológicos de paralisia, espasticidade ou hiperfunção neurológica.

Além disso, a técnica pode auxiliar os atletas que buscam melhorar a performance.

Isso porque o Biofeedback é extremamente importante para captar e analisar dados, como temperatura corporal, frequência cardíaca, funções musculares, pressão sanguínea, entre outros.

Infelizmente, áreas como a fonoaudiologia ainda contam com poucos profissionais que utilizam o Biofeedback no tratamento.

Por isso, o profissional da saúde que se adapta às novas tecnologias sai na frente e tende a conquistar ainda mais clientes.

Veja alguns problemas que podem ser combatidos com o Biofeedback:

  • dores de cabeça;
  • ansiedade;
  • pressão alta;
  • artrite;
  • arritmias cardíacas;
  • tiques motores;
  • transtorno do sono, entre outros.

Como escolher os melhores instrumentos de monitoração?

Hoje, existem diversos equipamentos de Biofeedback disponíveis no mercado, sendo que os principais se dividem nas categorias: pressão, eletromiografia e eletroestimulação.

O primeiro passo é buscar por empresas especializadas e reconhecidas no segmento. Além disso, é interessante que os profissionais da saúde realizem cursos que ensinem sobre as técnicas utilizadas e sobre a utilização dos equipamentos.

Fonte: http://blog.miotec.com.br

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