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Cirurgia ortognática: como funciona o pós operatório?

Técnicas de fisioterapia realizadas por um especialista podem minimizar a dor e acelerar o retorno às atividades

A cirurgia ortognática é uma das opções indicadas para os casos de alterações no desenvolvimento ósseo facial, bem como de dores na articulação temporomandibular (ATM), além de casos de prognatismo ou retrognatismo mandibular, que seriam a mandíbula grande ou pequena demais, respectivamente.

As deformidades dos ossos da face podem ter origem do próprio crescimento, associadas à síndromes e anomalias específicas, por consequência de traumas na face, origem genética, entre outros. A cirurgia ortognática é recomendada nos casos em que o tratamento ortodôntico não foi satisfatório, pois envolve mais do que a posição dos dentes, envolve o tamanho e o posicionamento dos ossos.

Por ser uma cirurgia complexa e com uma recuperação mais lenta, a atuação de um fisioterapeuta direto no centro cirúrgico pode acelerar a recuperação, além de tratar possíveis complicações, diminuindo o desconforto e devolvendo com mais rapidez as funções de fala, mastigação e deglutição.

Para a fisioterapeuta Dra. Fabiana Oliveira, especialista em pós-operatório desse tipo de cirurgia, é fundamental este acolhimento da equipe médica e também da família: “o paciente sai bem fragilizado deste processo e ter apoio do corpo clínico e dos familiares é um diferencial na recuperação. O conforto e a segurança que o paciente sente ao ser acolhido e receber cuidados específicos logo no pós-operatório, como a fisioterapia, também é benéfico para o seu bem-estar”, explica.

É comum que o paciente saia da cirurgia com alguns sintomas como dor facial, na mandíbula, na ATM, cefaleia, edemas na face, dificuldade de mastigar, falar e engolir alimentos e líquidos, alteração na sensibilidade facial, obstrução nasal, limitação dos movimentos mandibulares, entre outros.

“São sintomas comuns em consequência da cirurgia. Por isso que a fisioterapia realizada imediatamente pode melhorar o tempo de recuperação e agilizar o retorno do paciente a atividades cruciais como a mastigação e a deglutição. Com a fisioterapia, conseguimos eliminar e/ou reduzir a dor e os edemas, recuperar a amplitude do movimento da ATM, além de estimular e contribuir para o retorno da sensibilidade que possa ter sido afetado”, explica a fisioterapeuta.

Dentre os tratamentos utilizados, a Dra. Fabiana destaca recursos eletrotermofototerapêuticos (redução da dor e edema), a linfo bandagem e o laser (para a reparação tecidual e para a redução da dor). São realizadas técnicas de drenagem linfática facial, que pode ser manual ou com aparelho, massagens e mobilizações intraorais, crioterapia (procedimento com gelo), equipamentos como o TENS, ultrassom, laser, instrumentos de mastigação, exercícios de mímica facial, entre diversas outras manobras terapêuticas.

Caso o paciente não receba este tratamento imediato, com o acompanhamento do fisioterapeuta junto à equipe médica, a atenção será voltada para a articulação temporomandibular, pois é imprescindível garantir a sua função dentro dos padrões de normalidade e evitar aderências articulares. “Se não for possível o acompanhamento imediato, o que não recomendo, a prioridade será a ATM, porém todo o quadro de dor, de edemas, mastigação, fala e deglutição terão um retorno à normalidade em um tempo muito mais longo e com mais dificuldades”, reforça Fabiana.

Fabiana Oliveira é especialista em Disfunções Músculo Esqueléticas pela Universidade Metodista de São Paulo, em DTM e Orofacial pela Faculdade de Medicina de Petrópolis e Biomecânica Crânio Cervical e Fisiopatologia Articular Temporomandibular pelo CEDIME, no Chile.

Saiba mais sobre seu trabalho em www.drafabifisio.com.br.

Fonte: Jornal Dia a Dia

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