COM FUNÇÃO ESSENCIAL NA CORRIDA, GLÚTEO MÁXIMO PRECISA ESTAR FORTE E BEM TREINANDO

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Fisioterapeuta Raquel Castanharo diz que fraqueza nesse grande músculo é responsável por dores na lombar, por exemplo, e indica exercícios como os agachamentos para fortalecer a região

O músculo glúteo máximo é um dos maiores do corpo. É ele que dá formato à região glútea e é o principal responsável pela extensão do quadril (movimento da coxa para trás). Sua função na corrida é essencial para a impulsão do corpo à frente e também para a manutenção da postura ereta, e por isso esse músculo deve estar sempre bem treinado e ativo.

O glúteo máximo se mostra importante para a corrida até mesmo em termos evolutivos. Uma teoria proposta pelo grupo do pesquisador Daniel Lieberman, da Universidade de Harvard, propõe que esse músculo foi se desenvolvendo na nossa espécie para permitir que fossemos melhores animais corredores. Nosso glúteo máximo é mais desenvolvido do que o de um macaco, o que seria uma adaptação evolutiva para manter o corpo ereto e capaz de correr por longas distâncias.

Lesões específicas no glúteo máximo não são tão comuns em corredores, porém alguns problemas estão relacionados à sua fraqueza ou falha de funcionamento, como por exemplo dores na lombar, pois ele exerce uma função na estabilização desse segmento.

Um dos melhores exercícios para fortalecer o glúteo é o agachamento inclinando o quadril para trás. Agachamentos que deixam o quadril reto, como por exemplo a “cadeira imaginária”, no qual o corpo fica encostado na parede, não trabalham esse músculo com eficiência. Como educativo de corrida, uma sugestão é um salto para frente com foco na extensão do quadril para trás. Uma impulsão potente do corpo, com grande movimento da perna para trás, conta com bastante ação desse músculo.

Ainda existe certo preconceito a respeito do fortalecimento do músculo glúteo máximo em academias, o que é uma bobagem. Uma boa corrida depende da ação desse músculo, então ele não deve ser negligenciado.

Por: Raquel Castanharo – Fisioterapeuta formada e mestra em biomecânica da corrida na USP. Realizou pesquisa em biomecânica da coluna na Universidade de Waterloo, Canadá. Trabalha com fisioterapia e avaliação biomecânica em São Paulo e Jundiaí.

Fonte:Globo Esporte. Globo

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