COMO MONTAR UMA CLÍNICA DE FISIOTERAPIA

1
2773

Apresentação

Aviso: Antes de conhecer este negócio, vale ressaltar que os tópicos a seguir não fazem parte de um Plano de Negócio e sim do perfil do ambiente no qual o empreendedor irá vislumbrar uma oportunidade de negócio como a descrita a seguir. O objetivo de todos os tópicos a seguir é desmistificar e dar uma visão geral de como um negócio se posiciona no mercado. Quais as variáveis que mais afetam este tipo de negócio? Como se comportam essas variáveis de mercado? Como levantar as informações necessárias para se tomar a iniciativa de empreender

A Fisioterapia é uma ciência da saúde que estuda e pesquisa sobre o movimento humano em todas as suas formas de expressão e potencialidades tanto nas alterações patológicas quanto nas psíquicas e/ou orgânicas, cujo objetivo é promover, preservar, manter, desenvolver ou restaurar a integridade de um órgão, sistema ou função.

Suas ações são fundamentadas em recursos físicos e terapêuticos manuais dentre eles a cinesioterapia, eletroterapia, mecanoterapia, massoterapia, hidroterapia, termoterapia e crioterapia que previnem, curam, reabilitam e dão funcionalidade aos indivíduos que sofreram alguns distúrbios cinéticos funcionais gerados por alterações genéticas, por traumas ou por doenças adquiridas.

Conhecendo a História da Fisioterapia

Na Antiguidade (mais ou menos entre 4.000 a.C. e 395 d.C.) havia uma preocupação em eliminar as doenças através a utilização de agentes físicos (sol, luz, calor, água e eletricidade), massagens e exercícios físicos. Segundo Shestack (1979), “Os médicos na Antiguidade conheciam os agentes físicos e os empregavam em terapia. Já utilizavam a eletroterapia, sob a forma de choques com um peixe elétrico, no tratamento de certas doenças”.

Ainda nessa época, a China registra obras de cinesioterapia em 2.698 a.C. Na mesma época na Índia usa-se de exercícios respiratórios para evitar a constipação.

A Idade Média, caracterizada por uma ordem social estabelecida no plano divino, foi uma época de lacuna em termos de evolução nos estudos e na atuação na área da saúde. A alta valorização da alma neste período e o interesse pelo desenvolvimento da capacidade física pelas camadas mais privilegiadas parecem ter sido responsáveis por essa lacuna. Desenvolveu-se, portanto nesta época uma fisioterapia destinada a outros fins que não o curativo e sim o de incremento da potência física.

Após esse período de estagnação dos estudos, surge o Renascimento (período entre os séculos XV e XVI), descrito como um momento de crescimento científico e literário. Há então, uma retomada dos estudos onde o interesse não se destina apenas a concepção curativa, mas também a manutenção do estado normal existente em indivíduos sãos.

Entre os séculos XVIII e XIX ocorre a industrialização, momento caracterizado por um avanço na utilização de máquinas e uma transformação social determinada pela produção em larga escala. Houve o desenvolvimento das cidades, bem como surgiram condições sanitárias precárias, jornadas de trabalho estafantes, e condições alimentares insatisfatórias que provocaram a proliferação de novas doenças.

O surgimento de novas patologias e epidemias exigiu da medicina um desenvolvimento nos estudos. Nessa época parece que todos os estudos na área de saúde concentraram sua atenção ao “tratamento” das doenças e seqüelas e deixou de lado as outras vertentes iniciadas na época renascentista, a “manutenção” de uma condição satisfatória e a “prevenção” de doenças. A atenção ao “tratamento” faz surgir à idéia de atendimento hospitalar. Mais tarde, ainda no século XIX, surgem as especializações médicas. A Fisioterapia parece ter seguido a mesma direção dividindo-se em diferentes especialidades.

No decorrer da história pode se perceber que a fisioterapia sofreu todas essas oscilações, passando pela atuação curativa na antiguidade, pela estagnação na Idade Média, pela atenção preventiva concomitante a curativa durante o Renascimento e novamente pelo direcionamento puramente curativo durante a industrialização.

No Brasil, a utilização dos recursos físicos na assistência à saúde iniciou-se por volta de 1879, na época da industrialização, devido ao grande número de acidentados do trabalho, e seus objetivos eram voltados para a assistência curativa e reabilitadora.

Em 1929 o médico Dr. Waldo Rolim de Moraes, instalou o serviço de fisioterapia do Instituto Radium Arnaldo Vieira para atender aos pacientes da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Posteriormente organizou o serviço de fisioterapia do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Na década de 50 a incidência de poliomielite atingia índices alarmantes e como conseqüência o número de indivíduos portadores de seqüelas motoras e que necessitavam de uma reabilitação para a vida em sociedade. O número de pessoas acometidas pelos acidentes de trabalho no Brasil se apresentava como um dos maiores da América do Sul, e essa expressiva faixa populacional precisava ser reabilitada para reintegrar o sistema produtivo do país.

Em 1951 surge no Brasil o primeiro curso para a formação de técnicos em fisioterapia. Em 1956 surgiu o primeiro curso com duração de dois anos para formar fisioterapeutas que atuassem na reabilitação (Sanchez, 1984, p.31).

Em 1969 a fisioterapia no Brasil foi regulamentada como profissão através do Decreto-Lei nº 938 de 13 de outubro de 1969.

O Negócio – Fisioterapia

Com a regularização da profissão, o profissional terapeuta, desde que possua formação acadêmica superior, pode atuar, então, como profissional liberal em qualquer fase do desenvolvimento humano, desde o nascimento até a velhice, seja na prevenção, na reabilitação ou na remissão de acometimentos que reduzem a capacidade funcional do indivíduo. Tradicionalmente, o terapeuta presta serviços nas áreas da saúde como clínicas, consultórios, centros de reabilitação, hospitais, asilos e em pesquisas. Recentemente, novos espaços têm surgidos para esta profissão, como a área da educação, esporte e setor empresarial. Desta feita, pela sua posição como profissional liberal, o fisioterapeuta, para desenvolver suas atividades, poderá então, abrir consultório, ou clínica, prestar serviços em hospitais, prefeituras, escolas especiais, clubes, academias etc.

Este documento não substitui o plano de negócio. Para elaboração deste plano consulte o SEBRAE mais próximo

Para ver os demais capítulos desta idéia de negócio, faça o download do documento abaixo:

Fonte: sebrae