COMO TRATAR AS LESÕES MAIS FREQUENTES NA DANÇA

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“Antes de enfrentar esses problemas, é essencial que o dançarino esteja atento a importância dos alongamentos antes dos treinos, da postura, ficar alerta aos sinais de dores e não arriscar técnicas sem acompanhamento e experiência. Tudo isso leva muitas vezes ao afastamento das atividades e, em alguns casos, até mesmo para sempre”, afirma a ortopedista e traumatologista do Hospital Moriah, Dra. Juliana Doering (CRM: 144.528).

A médica ainda afirma que o diagnóstico nem sempre é feito de forma adequada. “Os diagnósticos são dados de forma correta apenas por especialistas no assunto. É importante procurar por profissionais ou instituições que realmente tenham a vivência e experiência com essas lesões, o diagnóstico tardio ou errado pode acarretar em sérios problemas e até mesmo em frustrações psicológicas”, alerta. Para auxiliar nesse assunto e alertar para alguns casos, a Dra. Juliana, do Hospital Moriah esclarece dúvidas frequentes sobre as principais lesões associadas à dança.

Quais são as principais lesões?
Conseguimos, após estudos e pesquisas, identificar seis problemas que ocorrem com mais frequência. São elas: entorses de tornozelo, joanetes dolorosos, dor da parte da frente –durante grand pliés- ou de trás do tornozelo – durante a ponta e meia ponta -, tendinites, fraturas por estresse e traumas.

Como o dançarino pode sofrer essas lesões?
Os excessos de ensaios são os mais comuns, afinal para chegar à perfeição é necessário fazer movimentos repetitivos por diversos dias, meses, anos. Outro fator são condições físicas predisponentes, por exemplo os pés chatos e frouxidão ligamentar. Além das tendências familiares (hereditária) e até mesmo o uso das sapatilhas de ponta, usadas no Ballet.

Como prevenir?
Todo atleta precisa ter acompanhamento médico para orientações gerais. É importante ficar atento aos sintomas e dores para que se possa iniciar a fisioterapia e cuidados precoces, assim evitando a evolução dos problemas.

Quais os tratamentos específicos?
Depende da lesão, mas cada uma exige um método diferente de tratamento.
• Entorses do tornozelo e tendinites: é necessário realizar fisioterapia. Caso as entorses ou tendinites sejam recorrentes, é preciso optar pelo procedimento cirúrgico;
• Os joanetes das bailarinas: diferentemente de como tratamos indivíduos que não são bailarinos, neste grupo de atletas o correto é optar pelo tratamento não cirúrgico. Hoje em dia, com novas técnicas, os resultados da correção cirúrgica são excelentes do ponto de vista de dor e estético. Porém, nota-se com frequência certa perda de mobilidade da articulação do dedo, o que, no caso de um bailarino, poderia prejudicar gravemente sua habilidade de subir nas pontas do pés, e inviabilizaria realização de giros no próprio eixo.
• Dores na parte anterior e posterior dos tornozelos: iniciamos sempre com o tratamento não cirúrgico, com fisioterapia. No caso de falha desse programa, e ainda na presença de pequenos ossos ao redor do tornozelo, optamos por cirurgias com técnica totalmente artroscópica, que consiste em um tratamento realizado de forma minimamente invasiva, com recuperação rápida e menores índices de dor.
• Fraturas por estresse e traumas: dependerá da fratura. Às vezes, suspender ensaios por algum tempo e fisioterapia já é suficiente, em outros casos só tratamentos cirúrgicos.

Qual o tempo de recuperação?
Também dependerá da lesão. Lesões de tratamento conservador, procedimento relativamente simples, como as entorses leves, necessitam de aproximadamente 4 semanas de recuperação. Já as fraturas por estresse podem levar até 6 meses para curar totalmente.

Fontewww.gazetaesportiva.com

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