CONHEÇA O CAMPO DE ATUAÇÃO DO PROFISSIONAL FISIOTERAPEUTA PERITO

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Quem é considerado Perito?

Segundo o Código de Processo Civil (CPC) no capítulo IV, seção II, art. 145 (citados abaixo) demonstram as caracterizações essenciais em que o perito judicial tem que se enquadrar:

Art. 145. Quando a prova do fato depender de conhecimento técnico ou científico, o juiz será assistido por perito, segundo o disposto no art. 421.

§ 1o Os peritos serão escolhidos entre profissionais de nível universitário, devidamente inscritos no órgão de classe competente, respeitado o disposto no Capítulo Vl, seção Vll, deste Código. (Incluído pela Lei nº 7.270, de 10.12.1984)

Para atuar como perito, portanto, não é necessário prestar concurso público, realizar pós-graduação ou qualquer curso específico sobre perícias, nem estar vinculado a alguma instituição ou emprego oficial. Cursos apenas capacitam, NÃO “habilitam”.

Podem ser peritos: os aposentados, os profissionais liberais, os funcionários públicos e os empregados de empresas em geral, desde que suas profissões sejam de curso superior, como: administradores, contadores, economistas, engenheiros, fisioterapeutas, médicos, profissionais ligados ao meio ambiente, profissionais da área de informática, químicos, agrônomos, arquitetos, entre outros.

A perícia torna-se um dos principais atrativos aos que procuram segurança numa atividade profissional paralela em razão de suas principais características, entre as quais a flexibilidade de horários para executar tarefas, prazos relativamente largos de entrega do laudo e cunho solitário da atividade, que não admite pressões sobre o trabalho do perito – características estas pouco encontradas em outros segmentos.

1 – Assistente Técnico da Reclamante em Ações Trabalhistas: Este profissional atua quando um funcionário tem sua capacidade funcional temporariamente ou permanentemente diminuída em função das peculiaridades do ambiente de trabalho/atividade ao qual era exposto e se sente lesado pela empresa em que trabalhava, procurando um advogado para abrir um processo contra a mesma, sendo necessário gerar provas comprobatórias de que o cliente realmente se lesionou devido ao seu trabalho. Neste caso, o Fisioterapeuta Perito realizará uma anamnese com este cliente e utilizará de testes específicos, além de outros recursos técnicos e metodológicos, como Propedêutica Forense, Biomecânica Ocupacional, Análise Cinético Funcional, Biofotogrametria Ocupacional, Termografia Funcional, etc, para elaborar um Laudo Cinesiológico Funcional, que será anexado ao processo e encaminhado ao juiz, que julgará o caso;

2 – Assistente Técnico da Reclamada em Ações Trabalhistas: Neste caso, a empresa processada precisará de um advogado para defendê-la, que providenciará provas que minimizem ou anulem a responsabilidade da mesma. Esta é a segunda forma de trabalho do Fisioterapeuta Perito. Uma análise na empresa para levantar provas de que esta se preocupava com o trabalhador ao providenciar um mobiliário ergonomicamente adaptado, recomendar a prática de cinesioterapia laboral, possibilitar as pausas durante o expediente, redução do stress, oportunidades de lazer e descontração, balanceamento da produção, etc. Assim, o Fisioterapeuta faz uma avaliação macroergonômica da empresa, microergonômica dos postos de trabalho, comportamental da tarefa, sistematização das condições de produção, da organização do trabalho e do conforto ambiental, podendo acompanhar os exames funcionais do reclamante, elaborando laudo que será adicionado ao processo de defesa e encaminhado ao Juiz do caso;

3 – Perito Judicial do Trabalho: Ao analisar os processos de acusação e defesa, o Juiz poderá nomear um Fisioterapeuta como Perito Judicial para o caso em questão, se houver alguma dúvida sobre a veracidade das partes. O Fisioterapeuta Perito Judicial do Trabalho, de forma imparcial, executará técnicas específicas de avaliação tanto na empresa quanto no cliente, para elucidar ao máximo a decisão do Juiz, auxiliando-o para que o veredicto seja fidedigno;

Além dessas clássicas atuações, há diversas oportunidades de atuação do Fisioterapeuta Perito, a saber:

4 – Ações sobre o DETRAN: A respeito dos litígios relacionados ao direito de isenção sobre compra de veículos;

5 – Ações sobre Seguradoras: Como no caso de aposentadoria por previdência privada;

6 – Consultorias Ad Hoc: Para aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social, de diversas origens;

7 – Ações por estados de incapacidade causados por acidentes em vias públicas estaduais, federais ou municipais;

8 – Ações relacionadas ao seguro DPVAT;

9 – Ações por estados de incapacidade causados por erro médico ou de conduta fisioterapêutica;

10 – Ações por estados de incapacidade causados por ações criminosas das mais diversas (matrimoniais, assaltos em via pública…);

11 – Ações por estados de incapacidade ocasionados por atividades de responsabilidade federal, do estado, ou do município: vacinação, acidentes em parques públicos…;

Sobre o Curso Fisioperitos:

Diferenciais:

Objetivo:

Capacitar o profissional para o exercício das funções de Perito Judicial nas áreas Cível e Trabalhista, Perito Assistente Técnico (trabalhar com advogados), e consultoria em empresas que visam adequação à legislação, com objetivo de evitar indenizações trabalhistas. O profissional sairá do curso apto a entrar de imediato no mercado de trabalho, que se encontra valorizado, em expansão e carente de profissionais capacitados.

Proporcionar ainda ao fisioterapeuta uma abordagem específica para uma avaliação clínica mais precisa e fidedigna, gerando assim maior êxito e consistência na sua atuação como Perito/Assistente técnico.

Programa:

– Metodologia pericial;

– Passos a seguir para a perícia judicial;

– Parecer sobre perícia judicial realizado por fisioterapeuta;

– Jurisprudências sobre atuação do fisioterapeuta nas perícias;

– Análise pericial pela NR-17;

– Biomecânica articular fisiológica relacionada a perícias judiciais;

– Biomecânica ocupacional;

– Análise do nexo causal entre doenças e atividades laborais;

– Protocolo de exame pericial;

– Testes utilizados pelo professor Thaísio;

– Analise do risco biomecânico da atividade laboral através das ferramentas ergonômicas;

– Construção do laudo do risco biomecânico da atividade laboral pericial;

– Leitura processual, interpretação processual;

– Decreto 3048/99 – Regulamento da Previdência Social;

– Leitura dentro da visão do assistente técnico judicial (Discussão do processo judicial, preenchimento do protocolo pericial, passos à seguir para ser um perito ou assistente técnico, como se apresentar ao juiz no fórum trabalhista ou civil, como cobrar e viver das perícias e assistências, como se apresentar aos escritórios de advocacia para consultoria técnica judicial).

 Por: Ricardo Wallace das Chagas Lucas, presidente da Associação Brasileira de Fisioterapia Forense – ABFF

Fonte: Crefito8

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