DISFUNÇÕES MÚSCULO-ESQUELÉTICAS NA INFÂNCIA

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O desenvolvimento e crescimento do corpo humano é um processo natural na infância, porem em alguns casos a criança pode sofrer com dores e disfunções durante a ação do crescimento. No crescimento o corpo humano sofre alterações, durante o período da infância e da adolescência ocorrendo um processo dinâmico de crescimento e maturação, onde o indivíduo se desenvolve física, psicológica, cultural e posturalmente. Alguns danos, ocorridos nessas fases, muitas vezes não podem ser reparados, como aqueles resultantes de situações de risco nos ambientes onde esta criança vive e cresce o que pode acarretar a ocorrência de complicações futuras sobre a saúde dessa população.

O ambiente em que a criança ou adolescente cresce e se desenvolve como a escola, casa ou atividade que pratica, é de extrema importância no crescimento. As atividades e posturas adotadas nesta fase podem causar queixas de dor d que podem se tornar freqüentes na infância, esta dor geralmente é extra-articular, ocorrendo mais em membros inferiores, tipicamente bilateral de localização difusa e profunda, ocorrendo no final da tarde ou à noite, com uma relação variável com a atividade física, estresse e modo de vida do individuo.

Dentre os vários acometimentos do sistema músculoesquelético na infância, a dor do crescimento ou osteocondrite da tuberosidade, é a causa mais comum de dores e alterações musculoesqueléticas na infância, podendo causar alterações biomecânicas e consequentemente uma má postura adulta.

          O acompanhamento e a vigilância de um fisioterapeuta é de extrema importância na fase de crescimento, seja em casa ou na escola, pois as inúmeras condições que o corpo humano em crescimento dispõe, como desequilíbrios musculares, desequilíbrios posturais e alterações biomecânicas, devem ser elucidados precocemente, pois desta forma, as alterações podem ser minimizadas sendo de grande importância para o crescimento sadio da criança e do adolescente.

O fisioterapeuta é um profissional com capacidade para intervir nas condições de saúde da infância, podendo aplicar seus conhecimentos e técnicas nas diversas fases do crescimento, e contribuir com medidas preventivas ou nas alterações agudas e crônicas, fazendo com que as fazer do crescimento não deixe sequelas quanto à postura e alterações no individuo adulto, prezando sempre pela qualidade de vida, saúde e o bem estar da criança e do adolescente.

REFERÊNCIAS:

  • AETANO, Vanusa Caiafa, RIBEIRO, Luiz Cláudio, CRUZ, Danielle Teles da et al. Desordens músculo-esqueléticas em adolescentes trabalhadores. Rev. bras. crescimento desenvolv. hum., dez. 2008, vol.18, no.3, p.264-274. ISSN 0104-1282.
  • ALTER MJ. Ciência da flexibilidade. Porto Alegre: Editora Artes Médicas Sul Ltda; 1996.
  • BRACCIALLI, L. M. P; VILARTA, R. Aspectos a serem considerados na elaboração de programas de prevenção e orientação de problemas posturais. Revista Paulista de Educação Física, v.14, n. 2, p. 159-71, 2000.
  • CORBIN CB, NOBLE L. Flexibility: A major component of physical fitness. Journal of Physical Education and Recreation. 1980;51(6):23-60.
  • HASKELL WL, MONTOYE, HJ, ORESTEIN, D. Physical activity and exercise to achieve health-realted fitness components. Public Health Rep. 1985;100:202-12.
  • OSTER J, NIELSEN A. GROWING PAINS. A clinical investigation of a school population. Acta Paediatr Scand 1972;61:329-34.

Por: Evandro dos Santos Fortino – Fisioterapeuta – CREFITO 5 – 5694 – LTT/F

Fonte: Fisio Work

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