DOENÇA DE HUNTINGTON: CONHEÇA OS SINTOMAS E TRATAMENTOS

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A Doença de Huntington (DH), é uma doença degenerativa dos núcleos da base, caracterizada por distúrbios do movimento, sintomas psiquiátricos e demência. A doença de Huntington é autossômica dominante e afeta 4-7/100.000 pessoas.

  • Ocorre um aumento de CAG (cistosina, adenina e guanina), alterando o material genético;
  • O defeito se localiza no braço curto do cromossomo 4;
  • Pessoas que não apresentam a doença têm de 11 a 34 repetições triplas; pessoas com a doença apresentam 37 a 86 repetições;
  • A doença é mais precoce quanto maior o número de repetições;
  • Quanto mais precoce é o início, mais rápida é a progressão da doença;
  • Evolui para morte em 10-25 anos, após as primeiras manifestações;

Sintomas da Doença de Huntington:

O aparecimento dos primeiros sintomas surge na idade adulta, entre 35 e 50 anos.

  • Coréia (movimentos involuntários);
  • Alterações de reações posturais;
  • Rotação de tronco;
  • Afasia (cognitivo alterado);
  • Apraxia (movimentos descoordenados);
  • Agnosia (incapacidade de reconhecer objetos);
  • Movimento excessivo (principalmente no tronco e na face);
  • Marcha (caminhada) com  aspecto atáxico (insegura);
  • Movimentos finos e lentos incoordenados;
  • Perda de peso;
  • Perda de memória;
  • Deterioração da fala;
  • Depressão;

Diagnóstico da Doença de Huntington:

Os sintomas iniciais são em geral, incoordenação, movimentos excessivos (brusquidão) e movimentos faciais complexos.

Nos casos em que ocorrem súbitas mudanças de personalidade o diagnóstico pode ser mais difícil.

O teste para doença de Huntington existe, porém não é muito utilizado e está disponível apenas para maiores de 18 anos.

Fisioterapia na Doença de Huntington:

A avaliação precisa incluir o grau de capacidade funcional, análise da marcha (caminhar), reações posturais, equilíbrio, avaliação da postura, força, amplitude de movimento, comprometimento psicológico, entre outras coisas.

As principais metas serão manter a qualidade de vida, as habilidades funcionais e orientar a família.

Dentre as técnicas de tratamento podemos utilizar os exercícios de estabilização de tronco; rotação em decúbito; Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva (contração, estabilização rítmica); trabalhar movimentos com menor amplitude; fortalecimento; equilíbrio; exercícios respiratórios; estimulação auditiva ritmada para melhorar a marcha.

Por: Daniella Demossi Bassani é Fisioterapeuta formada pela Universidade de Caxias do Sul e cursa especialização em Fisioterapia Neurofuncional na Faculdade Inspirar, em Porto Alegre.

Fonte: Promove Fisio

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