E SE PUDESSE FAZER FISIOTERAPIA SEM SAIR DE CASA?

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A start up Sword Health lançou uma solução que permite sessões de fisioterapias acompanhadas por um terapeuta sem sair de casa. 

Uma aplicação e equipamento que monitorizam exercícios de fisioterapia feitos em casa, garantindo que estão a ser bem realizados e com um acompanhamento à distância pelo fisioterapeuta. É esta a proposta da start up portuguesa Sword Health, que hoje apresentou Sword Arya, o primeiro sistema digital para a fisioterapia de doentes com AVC ou problemas músculo-esqueléticos sem terem de sair de casa. Um projeto desenvolvido em Portugal, incubado na Universidade de Aveiro e com sede no Porto, com investigadores e investidores portugueses.

O criador, Virgílio Bento, explica ao Dinheiro Vivo que uma das vantagens é o acompanhamento diário do paciente: depois dos exercícios de fisioterapia, através da aplicação, que indica se o exercício está ou não a ser bem realizado e eficaz, através dos sensores de movimento, o fisioterapeuta recebe os dados na “torre de controle” e pode alterar os exercícios ou adaptar consoante a resposta do paciente. O contacto necessário para ajustar os exercícios é feito telefonicamente, para manter a relação com o paciente. Virgílio Bento explica também que se reduz até cinco vezes o custo da fisioterapia devido a este acompanhamento online. O equipamento é “alugado” pelo paciente e recolhido pela Sword Health quando o tratamento é concluído. Os preços variam entre os 50 euros e os 150 euros, consoante a patologia.

A SWORD Health já levantou três rondas de investimento com dois grupos de investidores particulares (‘business angels’), 150 mil euros em abril de 2014, 250 mil euros em março de 2015 e 400 mil euros em investimento de uma capital de risco em novembro 2015. O investimento global foi de 1,7 milhões de euros, em parte com capital ganho através de um prêmio de um milhão de euros da Comissão Europeia para as empresas mais inovadoras da Europa e “o objetivo é chegar a uma faturação de 50 milhões de euros em 2019, sendo que 2017 é o primeiro ano operacional”, diz Virgílio Ferreira.

A solução já está em utilização em mercados como o chinês, onde “queremos ser o fisioterapeuta de eleição devido à falta de profissionais” e nos Estados Unidos, onde o sistema de clínicas permite alargar o acesso ao serviço. Nestas geografias a Sword Health tem parceiros como a Genesis Rehab ou a Direct Supply. Em Portugal também já há clientes, através de uma parceria com a Clínica Paulo Milheiro Maia, contando com 50 pacientes. O objetivo, contudo, é entrar em janeiro em países da União Europeia como Espanha ou Reino Unido, antecipa Virgílio Bento. “O nosso objetivo é democratizar o acesso a uma reabilitação eficaz e de alta intensidade, colocando a tecnologia efetivamente ao serviço da saúde”, conclui o fundador e presidente da empresa.

Fonte: Dinheiro Vivo

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