ESCOLIOSE INFANTIL: CAUSAS, SINTOMAS E TRATAMENTO

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A fisioterapia é um dos importantes recursos no tratamento do problema

A doença pode surgir ainda na infância, desviando a coluna para esquerda ou direita em forma de “S”. Se não tratada, a escoliose infantil pode comprometer as funções respiratórias e aumentar os riscos de dores na coluna na idade adulta

O desvio tridimensional da coluna vertebral é definido na literatura médica como escoliose. A escoliose é uma deformidade que pode ocorrer em qualquer faixa etária, sobretudo, entre os sete e dez anos de idade, quando se inicia o estirão do crescimento.

Nessa fase, a escoliose é nomeada infantil ou juvenil, devendo os pais ou responsáveis pela criança buscar rapidamente o tratamento para impedir a evolução da doença.

Quais são os riscos da escoliose infantil?

Na maioria dos casos, a escoliose infantil possui origem genética, sendo, portanto, mais frequente entre pessoas de uma mesma família.  Em alguns quadros, porém, a doença pode estar associada a defeitos congênitos; causas neurológicas; musculares, conjuntivas ou a patologias primárias da coluna vertebral.

Sintomas da escoliose infantil

 É importante ressaltar que a criança com escoliose raramente sente dores ou qualquer desconforto na coluna − exceto em quadros mais graves. Dessa forma, os sinais iniciais da doença podem passar despercebidos, caso os pais não estejam atentos à postura do filho.  Ao notar qualquer assimetria no tronco da criança, é essencial agendar uma consulta com um médico especialista em coluna.

Em casos mais graves, a escoliose pode gerar deformações nas costas, ombros e quadris, além de dores vertebrais quando evolui sem tratamento para a idade adulta. Problemas cardiorrespiratórios também podem ocorrer em escolioses com desvio superior a 70º, assim como a deterioração progressiva das vértebras.

Diagnóstico da escoliose em crianças

 O exame físico é o ponto de partida para diagnosticar a escoliose infantil. Com a criança em pé na postura ereta e com a ajuda de instrumentos topográficos, o médico poderá observar os seguintes sinais: assimetria nas escápulas, membros inferiores, cristas ilíacas e desnível dos ombros.  Na sequência, é feito o Teste de Adams, no qual a criança deve flexionar o tronco sem dobrar os joelhos, permitindo a visualização de curvaturas anormais na região lombar e assimetrias no tronco.

Caso haja qualquer sinal positivo de escoliose, o médico poderá solicitar exames complementares como radiografias, testes neurológicos e ressonâncias magnéticas.

Como é o tratamento da escoliose infantil?

 Na maior parte dos casos, a escoliose infantil ou juvenil pode ser tratada com fisioterapia, exercícios físicos e uso de coletes posturais, de acordo com as particularidades do diagnóstico.

Entre as técnicas fisioterápicas mais efetivas está a RPG (Reeducação Postural Global), que contribui para a estabilização ou redução do encurvamento, sendo indicada para os estágios iniciais da escoliose (inferior a 20º).   A RPG atua na autocorreção da postura, considerando não apenas a coluna vertebral, mas todos os grupos de músculos e articulações envolvidos na sustentação do corpo.

Quando a RPG é indicada como tratamento primário para a escoliose, é importante que ela seja aplicada com base na SEAS (Scientific Exercises Approach to Scoliosis ou, em tradução, Abordagem de Exercícios Científicos para Escoliose). Trata-se de um protocolo fisioterapêutico criado pela ISICO (Istituto Scientifico Italiano Colonna Vertebrale).

A SEAS foi reconhecida pela Sociedade Internacional de Tratamento Ortopédico e Reabilitação da Escoliose como a metodologia mais efetiva para tratamento não cirúrgico da escoliose idiopática, ou seja, não associada a doenças do tecido conjuntivo ou distúrbios neurológicos.

Tratamento cirúrgico para escoliose infantil

Em arqueamentos superiores a 50º, que não respondem ao tratamento fisioterápico, é necessário recorrer à cirurgia para restabelecer a fisiologia normal da coluna.

O procedimento consiste em uma artrodese, isto é, o realinhamento e reintegração das vértebras por meio de enxertos especiais e implantação de parafusos.  O resultado final dependerá da flexibilidade da curvatura: quanto mais flexível, maior será o grau de correção obtido na cirurgia. A maioria dos pacientes obtém curvas inferiores a 25º que são imperceptíveis esteticamente e não oferecem nenhum risco ao sistema respiratório.

Leia também: Postura errada, sedentarismo e obesidade favorecem a escoliose

Fonte: Vertebrata  –clínica especializada em coluna vertebral,

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