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ESTES JOGOS DE VÍDEO TÊM PROPRIEDADES MEDICINAIS

Projeto de equipe romena aposta em jogos de vídeo para revolucionar exercícios de fisioterapia.

Os tratamentos de fisioterapia podem ser longos e dolorosos. Muitas das técnicas assentam numa repetição de exercícios que rapidamente se podem tornar aborrecidos e desmotivantes. É o caso de Cosmin Mihaiu, que com sete anos caiu de uma árvore e partiu um braço. As sequelas sujeitaram-no a seis semanas de gesso e outras seis de fisioterapia. Hoje com 26 anos, o romeno inspirou-se na sua experiência para criar um protótipo que incluísse jogos de vídeo nos exercícios de fisioterapia.

O que começou por ser um projeto para um concurso da Microsoft Imagine Cup evoluiu, com o apoio de três colegas, para uma ideia que pudesse ser aplicada em hospitais de todo o mundo.

A utilização de jogos de vídeo em terapia não é uma novidade completa, como alerta Mihaiu. “Os fisioterapeutas já tinham começado a usar Nintendo Wii nas suas terapias, mas os jogos foram desenhados para pessoas saudáveis e com propósitos recreativos, para jogar”, explica, citado pelo jornal britânico The Guardian. “Não existia uma solução com um preço acessível desenhada para terapia e foi isso que quisemos fazer”, conta.

Os fundadores do projeto Mira Rehab começaram a trabalhar com psicoterapeutas e clínicos e focaram-se na construção de um jogo que estimulasse o movimento de partes específicas do corpo. Para além de permitir definir as instruções e criar diferentes combinações e programas para os diferentes doentes, o software desenvolvido permite ainda ajustar o nível de dificuldade.

Para já, a empresa tem 14 jogos diferentes, mas prevê chegar às duas dezenas antes do final do Verão. A variedade de exercícios passa por movimentos de simulação do levantamento de objetos virtuais do chão para desafios mais complexos, inspirados em jogos conhecidos como o Space Invaders (em português Invasores do Espaço).

Os jogos são simples o suficiente para qualquer idade e pretendem fazer com que os doentes se esqueçam que estão a realizar exercícios terapêuticos. Caso não cumpram os movimentos correctos, o sistema de sensores de movimento não regista o cumprimento do exercício.

Outra novidade é que os exercícios podem ser praticados em casa, entre sessões de fisioterapia, pode ler-se no site da empresa. Os resultados conquistados em casa são monitorizados e enviados para os terapeutas que acompanham os doentes.

Até agora, o Mira Rehab já foi testado em cerca de meia centena de hospitais e está a ser utilizado em 25 serviços de saúde. O software básico custa cerca de 2500 libras, cerca de três mil euros.

Fonte: publico.pt

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