FATORES DE RISCO E PREVENÇÃO PARA CÂNCER

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Adotar hábitos saudáveis, evitando a exposição a fatores de risco, é a principal maneira de se prevenir contra o câncer e outras doenças, como cardiovasculares, respiratórias crônicas, renais e diabetes.

Conhecer os fatores que aumentam as chances de desenvolver essas doenças permite que as pessoas possam evitá-los, melhorando a qualidade de vida e reduzindo as chances de adoecer.

Os principais fatores de risco são tabagismo, alimentação não saudável e ingestão de bebidas alcoólicas. Radiação, infecções, exposição ocupacional a agentes cancerígenos e sedentarismo também estão relacionados ao câncer.

Confira a seguir de que maneira cada um deles interfere no desenvolvimento da doença:

  • AGENTES INFECCIOSOS

A infecção por alguns tipos de vírus elevam o risco para câncer.

  • A infecção crônica pelo vírus da hepatite B e C está relacionada com a maioria dos casos de câncer de fígado. Estudos mundiais mostram que apenas 30% dos pacientes com este tipo de câncer não tinham marcadores nem para hepatite B nem para hepatite C.
  • Infecção pelo herpesvírus tipo II e papilomavírus humano, conhecido como HPV, está associada ao câncer do cólo do útero nas mulheres.
  • Infecção por H pylori a longo prazo é o principal fator de risco para câncer de estômago e pode ser responsável por 60% dos casos no mundo.
  • Infecção pelo HIV (Human Immunodeficiency Virus), que, associado a outros tipos, como o citomegalovírus e os herpesvírus I e II, pode desencadear o aparecimento de sarcoma de Kaposi, câncer de língua e de reto.
  • Infecção por HTLV-I, associado às leucemias e ao linfoma de linfócitos T.

Algumas dessas infecções são transmitidas através do contato com líquidos corpóreos, como secreções vaginais, sêmen e sangue.

Proteja-se contra o HPV e hepatite B

Estudos científicos mostram que a vacina contra o HPV é 100% eficaz na prevenção de lesões causadoras de câncer de colo do útero de origem viral. Em 2014, a rede de saúde pública (SUS) passou a disponibilizar vacina contra HPV para meninas de 11 a 13 anos. A partir de 2015, começou também a ser oferecida para meninas de 9 a 11 anos.

Outra medida importante que as mulheres podem tomar para a prevenção do câncer de colo do útero é a realização periódica do exame preventivo, conhecido como Papanicolau, durante as consultas regulares ao ginecologista. Através dele, é possível identificar e tratar lesões precursoras desse tipo da doença.

A vacina contra a hepatite B, associada aos casos de câncer de fígado, também faz parte do calendário de vacinação da criança, do adolescente e do adulto e está disponível no SUS. Todo recém-nascido deve receber a primeira dose, preferencialmente nas primeiras 12 horas de vida. Além disso, também devem ser vacinados profissionais que atuam na área da saúde, coletores de lixo hospitalar e domiciliar, manicures, pedicures, podólogos, parceiros sexuais de portadores de hepatite B, entre outros.

O uso do preservativo é um método muito eficaz para prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. Tendo em vista que os vírus da hepatite B e C, relacionados ao câncer do fígado, e o do HPV, ao câncer de colo do útero, são transmitidos através do contato íntimo, a camisinha deve estar sempre presente nas relações sexuais, mesmo nos relacionamentos considerados estáveis.

Tenha hábitos sexuais saudáveis

O uso do preservativo é o método mais eficaz para prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, inclusive do contágio pelo vírus do HPV, diretamente associado ao câncer de colo do útero. No entanto, outras características no comportamento sexual também aumentam o risco de câncer do colo uterino, como a promiscuidade sexual, a falta de higiene, a precocidade do início da vida sexual (antes dos 18 anos) e a variedade de parceiros.

  • ALIMENTAÇÃO NÃO SAUDÁVEL

Muitos alimentos são associados ao processo de desenvolvimento de câncer, principalmente na mama, cólon (intestino grosso), reto, próstata, esôfago e estômago. O tipo de refeição, a frequência em que é ingerida e o modo de preparo podem aumentar o risco da doença.

Certos alimentos contêm agentes cancerígenos na composição e devem ser evitados. É o caso das carnes processadas, defumadas, curadas ou salgadas (carne de sol, charque e peixes salgados), os embutidos, como salsicha, linguiça, mortadela e salame.

As carnes grelhadas, em razão da exposição da proteína à alta temperatura, podem formar substâncias cancerígenas. No caso do churrasco, a carne é impregnada pelo alcatrão, proveniente da fumaça do carvão, o mesmo encontrado na fumaça do cigarro e que tem ação carcinogênica conhecida.

Pessoas acima do peso têm mais chances de desenvolver estas e outras doenças. Para saber se seu peso indica algum risco para câncer, calcule seu índice de massa corporal, conhecido pela sigla IMC. Dependendo do resultado, ele também sinaliza risco para doenças cardiovasculares.

Para calcular o IMC, é preciso saber o peso em quilogramas e a altura em metro. Quando o resultado está entre 18,5 e 24,9kg/m2 indica peso adequado para altura. No entanto, quando é maior, o sobrepeso está presente e pode afetar a saúde, aumentando o risco de câncer e outras doenças graves.

Alimente-se bem

O segredo para uma boa alimentação é o equilíbrio, por isso são indicadas cinco porções diárias de frutas, verduras e legumes.

Os grãos e cereais integrais diminuem o tempo de permanência de substâncias cancerígenas no organismo e, por isso, fazem muito bem à saúde. Beber leite e incluir derivados desnatados é sempre uma boa pedida. As frutas e as hortaliças são ricas em fibras e substâncias antioxidantes, consideradas de proteção contra o risco da maioria dos tipos de câncer.

Os alimentos cozidos ou assados devem ser priorizados. Outra dica é evitar os industrializados e, sempre que possível, preparar a sua própria comida.

A água facilita a absorção dos alimentos e diminui os riscos de infecções, pois desintoxica o organismo e contribui para fortalecer nossas defesas. Um copo d´água ou de suco de fruta natural é mais saudável que bebidas com açúcar e refrigerantes.

  • FATORES OCUPACIONAIS

O câncer ocupacional surge da exposição por muitos anos a agentes carcinogênicos presentes no ambiente de trabalho, mesmo após interrompida a exposição, e representa de 2% a 4% dos casos de câncer. A localização do câncer ocupacional está associada ao local do corpo humano em que a substância entra em contato durante o processo do trabalho.

São diversos os agentes cancerígenos em ambientes de trabalho e, entre eles, os que guardam maior relevância para os casos de câncer ocupacional no Brasil são: tabagismo passivo, agrotóxicos (pesticidas, defensivos agrícolas etc.), amianto, sílica, radiação ionizante, radiação solar e benzeno.

– Tabagismo passivo: exposição à fumaça de produtos de tabaco (cigarro, charuto e cachimbo) em ambiente de trabalho. No Brasil, antes da atual lei federal, os garçons eram os principais afetados por essa condição.

– Agrotóxicos estão presentes na agricultura, na saúde pública (controle de insetos e pragas), no tratamento de madeira, no armazenamento de grãos e sementes, na produção de flores e na pecuária.

– Amianto ou asbesto: fibra de origem mineral presente nas telhas e caixas d’água. A exposição ocupacional é dada pela sua inalação durante a fabricação, causando lesões nos pulmões e em outros órgãos. Os trabalhadores envolvidos no seu manuseio durante a fabricação podem desenvolver o câncer de pulmão mesmo após 30 anos da interrupção da exposição.

– Radiação ionizante: está presente no diagnóstico de doenças através de radiografia (raio X), tomografia e mamografia, e no tratamento através de radioterapia e braquiterapia. O risco de câncer decorrente dessa exposição depende da dose, da duração da exposição, do sexo, da idade em que se deu a exposição e de outros fatores como, por exemplo, a sensibilidade dos tecidos frente aos efeitos carcinogênicos da radiação. Indivíduos que trabalham na indústria nuclear ou próximo a equipamentos que emitem radiação (por exemplo: em instituições médicas ou em laboratórios) estão expostos a este fator de risco.

– Radiação solar: os trabalhadores que desenvolvem atividades ao ar livre: agricultores, pescadores, guardas ficam expostos à radiação ultravioleta emitida pelo sol e podem desenvolver câncer de pele.

Os efeitos desses agentes cancerígenos no corpo humano podem ser potencializados se forem somados à exposição a outros fatores de risco para câncer.

Informe-se e proteja-se contra agentes cancerígenos no ambiente de trabalho

Os processos de trabalho devem ser pensados para que não haja a exposição dos trabalhadores aos riscos à saúde. Mesmo assim, muitas vezes é necessária a utilização de equipamentos de proteção individual (EPI), para evitar o contato do agente cancerígeno com o organismo do trabalhador. Os EPIs podem ser máscara, luva, avental de chumbo, óculos, entre outros, e dependem da forma como essa substância penetra no corpo humano.

Assim, algumas das medidas para prevenção devem abranger, entre outras específicas contra cada agente:

  • Remoção da substância ou agente cancerígenos dos locais de trabalho: alguns sistemas de circulação de ar evitam a contaminação entre os ambientes.
  • Uso restrito desses agentes para determinadas atividades com a adoção de níveis mínimos de exposição, associada ao monitoramento ambiental cuidadoso e redução da jornada de trabalho.
  • Instalação de filtros industriais para impedir a liberação de substâncias cancerígenas resultantes de processos industriais para a água, ar e solo.

Trabalhadores rurais devem estar atentos quanto à exposição ocupacional aos raios solares também, por isso devem incorporar EPI contra esse fator de risco, além daqueles indispensáveis contra os agrotóxicos, que contêm agentes cancerígenos. Por isso, o uso de camisa de manga comprida, chapéu de aba grande e filtro solar é indispensável para esses profissionais.

  • INGESTÃO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS

O consumo de álcool está associado não só ao desenvolvimento de vários tipos de câncer, como também a mais de 200 doenças (cardiovasculares, mentais e hepáticas). De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o alcoolismo causa entre 2% e 4% das mortes por câncer, sendo fator de risco para o desenvolvimento de tumores na cavidade bucal, esôfago, fígado, reto e possivelmente mama, principalmente se o uso for combinado com o tabaco.

Os estudos apontam que o etanol, presente nas bebidas alcoólicas, parece ser propriamente o agente agressor, por isso o consumo de cerveja, vinho, cachaça ou outra forma de apresentação de bebida com álcool não é seguro. A substância psicoativa é capaz de produzir alteração no sistema nervoso central, podendo modificar o comportamento do indivíduo, além de causar dependência e a diminuição da coordenação motora.

Como a bebida alcoólica também reduz a percepção dos reflexos, é um dos principais motivos de acidentes de trânsito. Isto sem falar nos demais problemas sociais que estão associados ao consumo em excesso: homicídios, suicídios, faltas ao trabalho e atos de violência. Por isso, a dica é parar ou, pelo menos, evitar ao máximo ingerir álcool. Mulheres grávidas, crianças e adolescentes não devem consumir bebida alcoólica.

Levantamentos nacionais apontam que o álcool é a principal droga consumida entre jovens e a prevenção da iniciação em idade precoce pode evitar problemas futuros.

A ingestão de bebidas alcoólicas em qualquer quantidade e forma de apresentação pode levar ao câncer. Reduzir a frequência do consumo pode diminuir as chances de desenvolver a doença, mas a escolha mais saudável é não beber ou evitar ao máximo.

  • RADIAÇÃO SOLAR

De todos os casos de câncer registrados no Brasil, o de pele é o mais frequente e equivale a cerca de 32% dos tumores diagnosticados em todas as regiões do país. A exposição aos raios ultravioleta em horários de alta radiação é apontada como a principal causa do surgimento da doença, o que se agrava com a destruição da camada de ozônio.

Mais de 50% da população brasileira tem pele clara e se expõe muito ao sol descuidadamente, seja em razão do trabalho ou lazer. Além disso, o alto índice de casos de câncer de pele no Brasil também se deve à posição geográfica e, por isso, à incidência de raios solares.

O excesso de exposição solar na infância e adolescência está associado ao câncer de pele em adultos. Entre 10h e 16h, a radiação solar torna-se bastante perigosa, levando também ao envelhecimento precoce da pele.

Proteja-se do sol

Quanto menor a exposição solar excessiva durante a vida de uma pessoa, menor chance de desenvolver câncer de pele. As orientações a seguir devem ser adotadas por adultos e crianças:

Antes das 10h ou depois das 16h, a intensidade do sol é menor e o corpo passa a absorver melhor a vitamina D, o que garante ossos mais fortes, impedindo doenças como a osteoporose. Escolher esse período para se expor ao sol é uma atitude saudável.

No entanto, independentemente do horário, o uso da barreira física é recomendado. Por isso, na praia ou na piscina, use sempre bonés, chapéus e não se esqueça do guarda-sol. O protetor solar no corpo e nos lábios ajuda a proteger a pele da ação dos raios solares, e óculos de sol com filtro ultravioleta protegem contra lesões oculares.

No trabalho ao ar livre, além dessas dicas, não deixe de vestir camisetas de manga longa e calça comprida. Procure locais com sombra e, se possível, evite trabalhar nas horas mais quentes do dia.

  • SEDENTARISMO

Além de provocar o aumento de peso, o sedentarismo eleva o risco de desenvolver doenças crônicas como o câncer e deixa o indivíduo menos disposto para realizar as atividades do dia a dia.

Trinta minutos de atividade física diária já fazem toda a diferença. Trocar as horas na frente da televisão por atividades prazerosas sempre vale a pena: leve o cachorro para passear, caminhe pelo bairro, cuide do seu quintal e jardim, brinque com seus filhos e netos. Adotar a bicicleta como meio de transporte, descer alguns pontos antes ou depois e trocar o elevador pelas escadas são algumas escolhas saudáveis.

Uma conversa com um profissional de educação física sempre ajuda na escolha da atividade física mais adequada para cada pessoa.

A alimentação saudável e a prática regular de exercícios físicos são capazes de prevenir 30% dos casos de câncer no Brasil.

  • TABAGISMO

Considerado a principal causa de morte evitável pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo é responsável pelo desenvolvimento de aproximadamente 50 doenças, incluindo o câncer. A OMS estima que 4,9 milhões pessoas (mais de 10 mil por dia) morrem todos os anos em decorrência do cigarro, que contém cerca de 4.720 substâncias tóxicas, das quais pelo menos 70 são cancerígenas.

A última estimativa mundial apontou uma incidência de 1,82 milhão de novos casos para o ano de 2012. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), mais de 80% deles estão relacionados ao uso do tabaco.

A forma mais comum de usar o tabaco é através do cigarro, que mata metade dos seus usuários. Existem também charuto, cachimbo, rapé, narguilé e, mais recentemente, o cigarro eletrônico. Os dois primeiros aumentam o risco de desenvolver câncer na boca, faringe, laringe e esôfago.

Fumar não faz mal à saúde somente daqueles que fumam. A fumaça produzida pelo cigarro prejudica até mesmo quem não fuma e os coloca na condição de tabagismo passivo, que também aumenta o risco de câncer de pulmão, infarto e doenças respiratórias. As crianças estão expostas no ambiente doméstico quando têm pais ou responsáveis que fumam dentro de casa. Elas adoecem mais de infecções respiratórias e alergias, correm risco de morte súbita da infância e aumentam as chances de se tornarem fumantes na idade adulta. A gestante, mesmo que não fume, mas esteja exposta à fumaça, coloca em risco a gestação e a saúde do bebê.

No Brasil, o ato de fumar é responsável por:

  •  200 mil mortes por ano (23 pessoas por hora).
  • 25% das mortes causadas por doença coronariana – angina e infarto do miocárdio.
  • 45% das mortes por infarto agudo do miocárdio na faixa etária abaixo de 65 anos.
  • 85% das mortes causadas por bronquite crônica e enfisema pulmonar (doença pulmonar obstrutiva crônica).
  • 90% dos casos de câncer no pulmão (entre os 10% restantes, 1/3 é de fumantes passivos).
  • 25% das doenças vasculares (entre elas, derrame cerebral).
  • 30% das mortes decorrentes de outros tipos de câncer (de boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, rim, bexiga, colo de útero, leucemia).

Não fume e proteja-se da fumaça do cigarro

Deixar de fumar é uma das decisões mais importantes na vida de um fumante e para quem convive com quem fuma. Sempre vale a pena!

Estudos indicam que ex-fumantes precisaram tentar de 3 a 4 vezes até conseguirem parar definitivamente. Isso acontece porque o tabagismo é uma dependência. Um dos componentes do tabaco, presente no cigarro, cachimbo, charuto e outros, é a nicotina, responsável por essa dependência.

Parar de fumar requer planejamento e disciplina e os benefícios à saúde e bem-estar são sentidos logo nos primeiros momentos sem cigarros. Alguns deles são:

  • Em 20 minutos, a pressão sanguínea e a pulsação voltam ao normal.
  • Em 2 horas, não há mais nicotina no sangue.
  • Em 8 horas, o nível de oxigênio no sangue se normaliza.
  • Em 2 dias, os aromas e sabores dos alimentos são mais percebidos.

Outro fator positivo na cessação de fumar é a economia de dinheiro. Um ex-fumante que deixar de fumar 20 cigarros ao dia pode economizar cerca de R$150 por mês e, ao final de um ano, R$ 1.650,00.

Dicas para deixar de fumar – O primeiro e fundamental passo para deixar de fumar é realmente querer. Apesar de todas as campanhas e informações disponíveis, a decisão é individual e tem que partir do próprio fumante.

É importante saber que o momento de parar de fumar deve ser bem planejado. O fumante deve marcar uma data dentro dos próximos 15 dias e optar entre deixar de forma abrupta (a pessoa fuma normalmente e, no dia escolhido, ela não fumará mais nenhum) ou gradualmente. Caso seja de forma gradual, é importante estabelecer o número de cigarros a cada dia anterior à parada e seguir esta regra. Caso contrário, o método pode não funcionar.

Nos primeiros dias sem fumar, o corpo começa a se adaptar ao funcionamento normal na ausência da nicotina. Talvez seja necessário um tempo para que o organismo se acostume ao novo estilo de vida. Por isso, ele pode apresentar alguns sintomas causados por essa mudança, conhecidos como “síndrome da abstinência”, podendo ser dores de cabeça, formigamento das mãos e dos pés, tosse, ansiedade e, principalmente, uma vontade intensa de fumar ou “fissura”. Neste momento, é importante lembrar que:

  • Nem todo mundo apresenta essas reações. Cada organismo reage à sua maneira diante de uma situação;
  • Todos esses sintomas desconfortáveis desaparecem após uma ou duas semanas sem fumar;
  • Essa é uma reação natural do corpo, que está voltando a funcionar sem os malefícios do cigarro e essa vitória valerá muito a pena.

Para driblar a “fissura” algumas dicas podem ajudar: beber água gelada, mastigar canela em pau, cravo, cristais de gengibre, barra de cereais ou chiclete sem açúcar. Estes itens devem estar sempre à mão de quem está deixando de fumar. Praticar atividade física e receber apoio de familiares e amigos são grandes aliados e podem garantir o sucesso.

Profissionais de saúde sempre podem ajudar um fumante a deixar de fumar.

Mesmo sendo proibido fumar em ambientes fechados no Brasil, algumas pessoas ainda são fumantes passivas em casa ou no trabalho. Uma conversa com o fumante sobre os prejuízos à saúde de quem não fuma, causados pela fumaça do tabaco, é um bom começo na negociação para que ele fume somente em locais abertos. O mais importante é saber que o fumante tem uma dependência e deixar de fumar para ele pode ser difícil.

Fontes: consultores da Fundação do Câncer, Instituto Nacional de Câncer (Inca), Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer (IARC), SENAD e Organização Mundial da Saúde (OMS).

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