FISIOTERAPEUTA ALERTA SOBRE ARTROSE NO QUADRIL

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Falta de atividades físicas regulares é a principal causa da doença, que atinge idosos e pessoas sedentárias

A artrose no quadril (ou coxartrose) atinge cerca de 5% da população brasileira, de acordo com pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel). No entanto, ela costuma aparecer, principalmente, em pessoas de idade mais avançada.

A doença é um desgaste da articulação entre o fêmur e o quadril e dificulta atividades simples do dia a dia, como dirigir e cortar as unhas do pé. Ela é causada, principalmente, pela falta de mobilidade, podendo gerar dores na região do quadril e da coxa.

O fisioterapeuta Angel de Mello, diretor do Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral, explica:

— Alguns fatores podem estar ligados à sua ocorrência, como sedentarismo e histórico familiar. No entanto, praticar exercícios físicos de forma incorreta e realizar atividades repetitivas de impacto nas articulações também são prejudiciais ao quadril.

O ideal, de acordo com o fisioterapeuta, é praticar atividades de baixo impacto regularmente, como caminhada.

— Basta se movimentar. Pode andar, correr, nadar. O repouso é contraindicado até mesmo no tratamento da artrose — acrescenta.

Mello ainda esclarece um mito que persiste quando se fala sobre a doença:

— Antigamente, acreditava-se que a obesidade seria uma das causas da degeneração da articulação. No entanto, ela não é um fator de risco. O perigo está mesmo no sedentarismo.

A artrose no quadril não tem cura, mas pode ser reduzida. O paciente precisa realizar sessões de fisioterapia para restituir o movimento e fortalecer os músculos que sustentam as articulações comprometidas. Se as dores forem intensas, medicamentos como analgésicos ou anti-inflamatórios são receitados. Em casos mais graves, a cirurgia pode ser uma alternativa.

— Se o desgaste do osso estiver realmente acentuado, é necessário inserir uma prótese no quadril — alerta Mello.

Por:  ANNELIZE DEMANI* – *Estagiária, sob supervisão de Virginia Honse

Fonte: oglobo.globo.com/

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