FISIOTERAPIA AGILIZA RECUPERAÇÃO DE PACIENTES NA UNIDADE DE AVC

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Técnicas são eficazes no tratamento dos pacientes com perda temporária de movimentos

Três dias após ser vítima de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), o pedreiro Carlos Antônio da Silva, de 63 anos, caminha pela Unidade de AVC do Hospital Geral do Estado (HGE). Sua recuperação tão rápida se dá, entre outras razões, pelo trabalho desenvolvido pela C formada por fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos, que atuam para devolver à sociedade o paciente como ele era antes.

Segundo a fisioterapeuta Graziela Martins, a área atua na recuperação funcional do paciente, possibilitando e auxiliando no retorno às atividades de vida diária e ao convívio social. “O processo de reabilitação se inicia ainda na fase hospitalar. Na unidade de AVC do HGE, a gente vai tratar aquele paciente que tem o AVC agudo, que tem menos tempo do início do acidente vascular. É voltado para o auxílio, à prevenção ou recuperação das complicações respiratórias e motoras”, ressalta a profissional.

Ela explicou que, assim que o paciente encontra-se em condições clínicas para iniciar o tratamento de recuperação funcional, este é iniciado. “Com a fisioterapia, ele é voltado para a mobilização precoce, fortalecimento muscular, treino de equilíbrio, de marcha e todo estímulo motor. O objetivo do tratamento da fisioterapia é maximizar a capacidade funcional e evitar complicações secundárias”.

Ainda de acordo com a fisioterapeuta, o tempo e o tipo de tratamento vão depender das disfunções sensório-motoras de cada paciente, após a lesão e do tamanho daquela lesão cerebral e gravidade. “A adesão do paciente e o auxílio da família são fundamentais para o total restabelecimento, visto que muitos necessitam continuar o tratamento após a alta”, salientou.

Em pacientes que fazem uso do trombolítico, como é o caso de Carlos Antônio, a recuperação, geralmente, é mais rápida. O pedreiro chegou ao hospital dentro da janela de 4 horas e meia e fez uso da medicação que auxilia na recuperação de vítimas de acidentes vasculares. Ele começou a se sentir mal ainda em casa e a família correu para a UPA mais próxima de sua residência, no Benedito Bentes. Na Unidade de Pronto Atendimento, foi observado o desenvolvimento do acidente vascular e o encaminhamento ao HGE foi efetivado.

“Muitos pacientes já saem da unidade andando. A fisioterapia não trabalha sozinha. Contamos com a fono e a terapeuta ocupacional, que vão trabalhar de acordo com a lesão apresentada. Se o paciente tiver, por exemplo, uma disfunção de fala, de deglutição, a fono é a profissional habilitada para reabilitar este paciente. Se ele apresentar uma disfuncionalidade na mão ou algo mais cognitivo, a terapeuta irá trabalhar junto conosco”, completou.

Como Carlos Antônio, a empresária Maritânia da Silva (46 anos) desenvolveu um AVC quando trabalhava. Ela ficou paralisada no seu lado direito, com fraqueza nos braços e pernas. Com o tratamento da equipe multiprofissional da UAVC, os movimentos já retornaram e a fraqueza vem diminuindo.

“Estou me sentindo ótima. Cheguei ao HGE completamente sem os movimentos em meu braço e perna direitos. Dá aquele desespero. Mas hoje já me sinto pronta para retornar a minha vida fora do ambiente hospitalar”, comemorou.

A equipe de fisioterapia atua rotineiramente em todos os setores da unidade hospitalar. Eles são responsáveis pela movimentação precoce das articulações de pacientes acamados, restabelecendo o desempenho motor e minimizando as sequelas e o tempo de hospitalização. Para auxiliar na recuperação, eles também fazem uso de um game que se tornou uma diversão entre os pacientes, nas unidades de AVC, Dor Torácica (UDT) e de Terapia Intensiva (UTI). A equipe conta, ainda, com um guincho que auxilia na movimentação dos pacientes que não conseguem se movimentar.

“Cerca de 1/3 dos pacientes que tiveram AVC ficarão com sequelas, segundo dados da Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares. A fisioterapia é fundamental para auxiliar nossos pacientes a terem qualidade de vida, retornarem ao mercado de trabalho e a suas funções normais de vida. É sabido que muitos adquirem depressão em decorrência disto. Cada ganho funcional melhora demais a auto estima deles. Trabalhamos cada caso individualmente, sempre visando a total recuperação”, salientou.

Fonte: http://www.primeiraedicao.com.br

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