FISIOTERAPIA É ALIADA NA PREVENÇÃO E CURA DE DOENÇAS RESPIRATÓRIAS

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Toda mudança brusca de temperatura favorece o aparecimento de enfermidades, entre elas as doenças respiratórias. Com frio, associado a umidade relativa do ar elevada e a pouca ventilação nas casas, é frequente sintomas como tosse, rouquidão e até mesmo falta de ar. De acordo com a OMS – Organização Mundial da Saúde, 300 milhões de pessoas, de crianças a idosos, sofrem de asma e aproximadamente 210 milhões possuem complicações pulmonares crônicas. A fisioterapia tem contribuído para reduzir e eliminar os sintomas ocasionados pelas doenças comunitárias, popularmente conhecidas como gripes, bronquites, pneumonia, entre outras.

É o que explica a fisioterapeuta mestre em Resposta ao Exercício e Saúde Humana, Fernanda Paulin. “A fisioterapia pneumofuncional – como é chamada, vem para prevenir doenças respiratórias, mas também para acelerar o tratamento. Usamos equipamentos, exercícios e manobras específicas de higiene das vias aéreas inferiores, melhorando a troca de gases, a oxigenação e a ventilação do pulmão. Com isso aumentamos a capacidade respiratória do paciente e potencializamos a função cardíaca e muscular”, esclarece.

A fisioterapia respiratória pediátrica, em especial, facilita a saída da secreção, permitindo que o bebê ou criança respirem melhor, com menos esforço, reduzindo a tosse e o cansaço e permitindo melhor qualidade do sono e alimentação. “Além de promover abertura das vias áreas inferiores do pulmão que, por vezes se fecham devido à inflamação dos brônquios, a fisioterapia realizada precocemente, ou seja, no início dos sintomas, previne e evitar o uso de corticoides inalatórios e antibióticos orais ou injetáveis”, explica Fernanda.

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Os cardiopatas, sejam clínicos ou cirúrgicos, também têm a fisioterapia como importante aliado na recuperação. Nas últimas décadas, a reabilitação cardíaca tem sido incorporada como umas das principais terapêuticas no tratamento do cardiopata, associado ao tratamento medicamentoso e às mudanças de hábitos alimentares e comportamentais. “A fisioterapia intervém de forma preventiva e curativa. O programa de reabilitação cardíaca é concebido para limitar os efeitos fisiológicos e psicológicos da doença cardíaca, reduzir o risco de morte súbita ou ‘reinfarto’, controlar sintomas cardíacos, estabilizar ou reverter o processo aterosclerótico e melhorar consideravelmente a qualidade de vida do paciente cardiopata” destaca.

No caso de procedimentos cardíacos realizados em crianças temos o exemplo da pequena Lorena de Maria. Com 8 meses de vida ela já passou por uma cirúrgica cardíaca. Através de recomendação médica, Lorena recebeu o acompanhamento da especialista no pré-operatório e após a cirurgia. De acordo com Daniela Rezende Franco, mãe da paciente, os resultados já aparecem. “Apesar de ter sido uma cirurgia muito delicada, a recuperação tem sido muito boa. A fisioterapeuta acompanhou minha filha mesmo durante a internação. O cuidado, o carinho e a confiança que a profissional me passou foram imprescindíveis na volta da rotina de minha filha. Qualquer ‘chiadinho’ que percebo já levo para examiná-la”, ressalta.

Outra paciente acompanhada pela especialista é a Liz, de 4 anos, que foi diagnosticada com leucemia em março do ano passado. Depois de um procedimento, realizado antes do início das aplicações quimioterápica, deu início uma complicação pulmonar gravíssima e ainda não descrita na literatura. “Saímos do hospital e passamos por diversos profissionais que não mostraram o resultado esperado. Mas assim que recebemos o atendimento da fisioterapeuta, o pulmão dela começou a reagir e expandir, não necessitando mais da cirurgia pela qual precisaria. Já reduzimos as sessões semanais e os médicos que nos acompanham têm gostado muito do trabalho feito. Posso dizer que a vida da minha filha hoje é absolutamente normal. Ela tem disposição de sobra! Corre, pula, brinca sem ter falta de ar”, ressalta Janaína Barbosa, mãe da Liz.

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Sabendo que por meio da respiração estamos sujeitos ao contato com diversos microrganismos como vírus, fungos e bactérias, bem como poluentes, poeira, fumaça de cigarro, causadores não só as infecções respiratórias agudas, mas também são importantes desencadeadores de alergias respiratórias, devemos manter os cuidados com a saúde, especialmente nas crianças e nos idosos e, ao perceber qualquer sintoma, procurar precocemente um profissional especialista na área.

Por:  Fernanda Paulin – Crefito 13/63532-F /

Mestre em Resposta ao Exercício e Saúde Humana (UFMS)
Fisioterapeuta Intensiva (SOBRATI)
Especialista em Intensivismo, Urgência e Emergência (UFMS)
Proprietária da Movecor
Professora Universitária

Fonte:Campo Grande News

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