FISIOTERAPIA PARA ANIMAIS: SAIBA COMO O MÉTODO PODE AJUDAR O SEU BICHINHO

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Ana Cláudia explica como a fisioterapia animal pode ajudar os bichinhos (Foto: Ana Cláudia/Arquivo Pessoal)

Problemas ortopédicos e traumas podem ser superados sem intervenção cirúrgica; conheça a Flor, que voltou a andar depois de um atropelamento.

Não é novidade que o amor pelos animais tem estimulado as mais diversas áreas da ciência a buscarem qualidade de vida para os bichinhos. Os cuidados estéticos, tratamentos, tosas personalizadas vieram acompanhados de avanços na medicina veterinária, e um bom exemplo é fisioterapia animal.

O método sugere que as técnicas promovam alívio de dores e melhora das funções motoras dos bichos. Até traumas sofridos em atropelamentos ou quaisquer tipos de acidentes podem ser tratados, em alguns casos, sem intervenção cirúrgica. A médica veterinária e fisioterapeuta, Ana Cláudia Braga, explica os benefícios.

“A fisioterapia para animais pode ser aplicada em diversas patologias como, por exemplo, artrite, artrose, animais que sofreram traumas pós-atropelamento, sequelas de cinomose e outras doenças neurológicas, até pós-operatório de fraturas. No caso de animais idosos e obesos, melhora a qualidade de vida no recondicionamento respiratório, podendo promover perda de peso”, destaca.

A médica veterinária observa que, muitas vezes, os proprietários dos cachorros ou gatos não conseguem identificar sozinhos a necessidade de um tratamento alternativo. “O ideal é que um profissional faça a avaliação e encaminhe para a fisioterapia. As técnicas manuais, alongamentos, exercícios para fortalecimento, através de brincadeiras, podem evitar em vários casos uma cirurgia ou procedimentos mais invasivos”, explica.

Para Ana Cláudia, a impaciência dos proprietários dos animais também é um fator que pode prejudicar o tratamento. “A fisioterapia tem resultados a médio e longo prazo. Muitas vezes o proprietário é imediatista, quer que o animal melhore de uma hora para outra. Tudo depende da resposta que o animal tem ao tratamento”, argumenta a veterinária.

Alegria em quatro patas – Flor voltou a andar

A Flor é uma cadelinha que foi encontrada pelas ruas de Montes Claros e acolhida há pouco mais de seis meses pela família da Alda Paulino. A escrivã já tinha cachorros e gatos, mas ficou comovida com a situação da Flor, que estava sem o movimento das patas traseiras.

“Eu a via sempre em uma esquina pela qual passo diariamente e deixava ração. Um dia, parei para alimentá-la e ela não conseguiu ir até mim porque havia sido atropelada e ficou paraplégica. Eu fiquei com muita pena, levei até um veterinário que pediu que eu a encaminhasse para a fisioterapia. Não imaginava que ela ficaria boa de novo”, conta.

A veterinária e fisioterapeuta da Flor foi a Ana Cláudia. O diagnóstico não era muito animador, conforme ela explica, mas deu tudo certo no final. “Ela estava paraplégica. A cadelinha foi internada numa clínica para poder se estabilizar e me foi encaminhada. No raio-x mostrava que ela tinha compressão na coluna, que não deixava passar os estímulos e por isso ela não andava. Através de trabalho de alongamento, fisioterapia intensiva, ela se recuperou”, diz.

Hoje, a Flor é uma das mais serelepes da casa da Alda.

Ela ainda não se adaptou completamente, mas corre, brinca com os amiguinhos cães e foi totalmente recuperada.

“É uma cachorrinha que sofreu muito. A rua foi cruel com ela. Ela brinca conosco, pula, é feliz, mas ainda tem medo da rua. Não consegue passear e tem medo de chegar até o portão. Sei que isso tudo vai passar e fico feliz de vê-la bem, sem ter passado por nenhuma cirurgia”, comemora a escrivã.

Por: Juliana Gorayeb, G1 Grande Minas

Fonte: http://g1.globo.com

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