FISIOTERAPIA PÉLVICA PARA AS MAMÃES

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A gestação é um momento de grandes mudanças na vida de uma mulher, em que o útero cresce cerca de 20 vezes comparado ao seu tamanho original, e na 21ª semana ocorrem alterações na musculatura do assoalho pélvico (ou períneo), e isso irá repercutir durante a gestação e no pós-parto. Com o peso do útero em cima do períneo, os demais órgãos que estão ao seu redor como bexiga e intestino são pressionados, podendo deixar o intestino preso, presença de hemorróidas, aumentar a frequência de idas ao banheiro e perdas de urina.

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Os músculos do assoalho pélvico devem ser protegidos de sobrecargas extras, independente se for realizado parto normal ou cesárea, pois com a sobrecarga e fraqueza desta musculatura pode futuramente levar a disfunções como queda de útero ou bexiga, incontinência urinária e/ou fecal, dor pélvica crônica e disfunções sexuais.

A avaliação desta musculatura deve ser realizada por um profissional especializado em assoalho pélvico, ainda no início da gestação ou até antes da mulher engravidar, contribuindo no direcionamento correto aos exercícios para cada fase gestacional.

Apartir das 36 semanas de gestação, contamos com recursos adicionais para a preparação do parto, objetivando o relaxamento máximo da musculatura, associado à compreensão de expulsão do bebê, diminuindo a possibilidade de traumas perineais como lacerações, pois a musculatura estará alongada e preparada para a saída do bebê pelo canal vaginal.

Fisioterapia no parto

Durante o trabalho de parto, a fisioterapia tem um papel muito importante, afim de torná-lo mais tranquilo,visando o alívio da dor, diminuição da fadiga e redução do tempo de trabalho de parto, através da conscientização, respiração, caminhadas, alterações de posicionamentos, massagens, exercícios de mobilização pélvica, com o intuito de auxiliar a futura mamãe no controle de sensações decorrentes das contrações do parto e também da realização da força correta no período expulsivo, colaborando e participando efetivamente do nascimento de seu bebê.

Fisioterapia no Pós-parto

A fisioterapia contribui na avaliação da diástase abdominal (distensão dos músculos do abdômen) e assoalho pélvico, auxiliando corretamente e o quanto antes no tratamento de possíveis disfunções, além de orientações quanto a amamentação, cuidados com o recém-nascido, retorno a prática de exercícios e atividades de vida diária.

Fonte: Janaína Chaves / http://www.jornalsemanario.com.br/c

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