FISIOTERAPIA VASCULAR NO TRATAMENTO DA DOENÇA VENOSA CRÔNICA

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Vascular physiotherapy in treatment of chronic venous disease

Resumo

Contexto: A aplicação da fisioterapia vascular através dos exercícios terapêuticos e da drenagem linfática manual (DLM) na Doença Venosa Crônica (DVC) contribui para a minimização das alterações vasculares, com melhora do retorno venoso, diminuindo a estase sanguínea e contribuindo para a melhora do quadro clínico. Objetivo: Verificar a eficácia da fisioterapia vascular no tratamento da DVC. Métodos: Estudo-piloto prospectivo longitudinal, que avaliou dez pacientes com DVC, com classificação CEAP (1-5), que responderam aos questionários de qualidade de vida (QV) SF-36 e AVVQ, sendo submetidos a pletismografia a água e goniometria dos membros inferiores. Finalizada a avaliação inicial, receberam tratamento fisioterapêutico vascular, com exercícios terapêuticos e DLM, em dez sessões de 60 minutos. Após tratamento, foram novamente avaliadas pela aplicação dos questionários iniciais e realização dos métodos de mensuração volumétrica e de amplitude de movimento articular (ADM). Resultados: Pacientes do gênero feminino, com idade média de 43,1 anos. Nas atividades de vida prática (AVPs), a posição predominante foi ortostatismo prolongado. Na classificação CEAP, a maioria das pacientes apresentou C3 e apenas 10% delas eram C2 . Nos questionamentos sobre suas principais queixas, relataram sensação de peso e cansaço nos membros, dor nas pernas, prurido e edema. Após as sessões de fisioterapia vascular, todas as pacientes encontravam-se sem queixas. A ADM e a QV apresentaram melhora significativa após intervenção da fisioterapia vascular. Conclusão: A fisioterapia vascular contribui para o controle do quadro clínico da DVC, melhorando edema e ADM, e favorecendo a melhora da QV dos acometidos pela doença.

Palavras-chave: insuficiência venosa; modalidades de fisioterapia; sistema linfático.

Abstract

Background: In chronic venous disease (CVD), vascular physiotherapy in the form of therapeutic exercises and manual lymph drainage (MLD) contributes to reducing vascular disorders, with improved venous return, reduced venous stasis and improved clinical status. Objective: To investigate the efficacy of vascular physiotherapy in treatment of CVD. Methods: A prospective, longitudinal pilot study that assessed ten patients with CVD, with CEAP classifications from 1 to 5. Patients were administered the SF-36 and AVVQ quality of life questionnaires and underwent water plethysmography and goniometry of the lower limbs. After initial assessments they were given ten 60-minute sessions of vascular physiotherapy consisting of therapeutic exercises and MLD. After treatment they were once more assessed using the same questionnaires and methods for volumetric measurement and assessment of joint movement amplitude (JMA). Results: The patients were all female, with a mean age of 43.1 years. Their predominant positions during practical activities of life was prolonged and orthostatic. The majority of the patients had a CEAP classification of C3 and just 10% were C2 . When questioned about their principal complaints, they reported feelings of heaviness and tiredness in their limbs, pain in their legs, itching and swelling. After the vascular physiotherapy sessions all patients were free from complaints. Both JMA and quality of life improved significantly after the intervention with vascular physiotherapy. Conclusions: Vascular physiotherapy contributed to controlling the clinical manifestations of CVD, improving edema and JMA, and promoting improved quality of life for patients.

Keywords: venous insufficiency; physiotherapy methods; lymphatic system.

Por: Flávia de Jesus Leal1 , Renata Cardoso Couto1 , Taciana Pimentel da Silva1 , Vanessa de Oliveira Tenório1

Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas – UNCISAL, Maceió, AL, Brasil.O estudo foi realizado na Clínica Escola Delza Gitaí, Maceió, AL, Brasil.

Informações sobre os autores:

FJL e RCC – Fisioterapeutas Mestres em Ciências pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP); Professoras Assistentes, Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (UNCISAL).

TPS e VOT – Fisioterapeutas Graduadas pela Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (UNCISAL).

Fonte: Scielo

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