IDOSOS USAM BAQUETAS COMO “ARMA” CONTRA FALTA DE MEMÓRIA E EQUILIBRIO

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Bateroterapia une exercícios rápidos e simples de bateria e fisioterapia.Alunos de Sorocaba se divertiram em workshop gratuito.

Manter o equilíbrio, a coordenação motora e a memória ativa na terceira idade são os principais objetivos da bateroterapia – palavra que vem da junção entre bateria e fisioterapia. A técnica, desenvolvida pelo músico Gus Conde, de 37 anos, com auxílio de médicos e fisioterapeutas, é aplicada com o uso de baquetas e bexigas. Por meio de exercícios rítmicos e estimulantes, os alunos são colocados para alongar braços e pernas.

O metrônomo dita o ritmo das aulas, que duram de uma a duas horas com atividades que podem ser incorporadas à rotina. Em Sorocaba (SP), 12 idosos participaram do treino. “Não podemos limitar a criatividade, mas com a vida adulta, quanto mais velho, mais a gente automatiza tudo o que fazemos”, afirma Gus.

Uma das principais dicas passadas aos alunos é exercitar o braço e a mão que usam com menos frequência. “Quem é destro precisa tentar fazer tudo com o lado esquerdo, por exemplo”, explica. Durante a aula, que ocorreu no fim de novembro, os idosos tiveram que sincronizar as pernas com os braços e segurar nas extremidades da baqueta para se alongar.

Acostumada a passar horas sentada em frente à máquina de costura ou fazendo trabalhos manuais, a pensionista Elita Franco Moraes Leme, de 69 anos, percebeu que com o tempo a postura foi mudando e o corpo deu sinais de lentidão. “Essa atividade é ótima, principalmente para a nossa idade. Você participando fica mais ativa um pouco, pelo menos vai melhorando a qualidade de vida”, afirma.

Também preocupado com a saúde física, para manter o corpo em movimento o aposentado Antonio Henrique, de 68 anos, faz atividades quatro vezes por semana. “Melhorou tudo! Eu tenho diabetes e a atividade física melhorou minha saúde em 80%”, garante.

Atividades simples
A bateroterapia foi criada por Gus durante uma temporada em Los Angeles, nos Estados Unidos, quando um idoso de 72 anos o procurou para fazer aulas de bateria. Ele notou que o idoso tinha dificuldades para esticar os braços e movimentar o corpo e resolveu estudar para desenvolver exercícios específicos voltados à terceira idade.

“A técnica pode e deve ser usada por todos, inclusive os músicos profissionais, porque tivemos um retorno muito grande. Mesmo os mais novos às vezes têm dificuldade para manter o ritmo com um pé só”, conta. Gus Conde ainda destaca que é importante continuar os exercícios em casa, mesmo que seja com “instrumentos” improvisados, como utensílios de cozinha.”Recebi relatos de pessoas dizendo que usaram colher de pau para se alongar”, relata.

A maioria dos idosos que participou do workshop em Sorocaba nunca havia usado uma baqueta ou tido contato com a música.

Para o educador Marcos Bravin, responsável pelas atividades para a terceira idade, o protagonismo dos alunos é importante. “A gente achou interessante porque traz a música não só na perspectiva da contemplação, mas também do protagonismo”, finaliza.

Fonte: G1.Globo

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