MAL DE PARKINSON AFETA 1% DA POPULAÇÃO COM MAIS DE 65 ANOS

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Doença que acomete 1% da população mundial com mais de 65 anos, o Mal de Parkinson é um distúrbio neurológico que afeta o sistema motor e provoca tremores, lentidão nos movimentos e rigidez nos pacientes. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), apontam que, no Brasil, cerca de 200 mil pessoas sofrem do problema. E há ainda uma estimativa de que a incidência de casos é de 100 a 200 por 100 mil habitantes.

O Mal de Parkinson é caracterizado por vários sintomas: tremor de repouso, rigidez, distúrbio de equilíbrio, postura (o paciente acaba ficando curvado), sendo que, em cada caso, algum sinal pode prevalecer mais do que o outro.

Coordenador do Centro de Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho, em São Paulo, o neurocirurgião Cláudio Fernandes Corrêa explica que o Mal de Parkinson surge a partir de uma degeneração em um grupo de células, que produzem a substância dopamina, um importante neurotransmissor para a harmonização dos movimentos.

Considerada como uma doença idiopática (com causa desconhecida), também pode apresentar outras causas, como o caráter genético, repetidos traumas cranianos e até mesmo trabalho com substâncias tóxicas.

Diagnóstico

Incurável, a doença é diagnosticada por meio de alguns exames. Porém, há alguns métodos que ajudam a proporcionar uma melhora na condição de vida do paciente, como cirurgias, medicamentos, fisioterapia e até mesmo terapia.

O neurocirurgião explica que alguns exames são feitos para constatar a doença, como a ressonância magnética, tomografia e eletroneuromiografia, mas explica que 90% dos casos são descobertos a partir de um diagnóstico clínico, conversas e exames no paciente. Mesmo surgindo geralmente em pessoas acima dos 65 anos, Corrêa explica que há casos da doença entre pessoas de 30 a 40 anos, que costumam ser ainda mais graves.

Tratamento

Segundo Corrêa, um dos tratamentos para a doença pode ser a reposição da dopamina, que faz com que a degeneração das células não aconteça de maneira tão grave. Porém, ele destaca que, em certo estágio da doença, o tratamento medicamentoso acaba não apresentando mais bons resultados ao paciente.

O médico destaca que também é de grande importância a realização de tratamentos como a fonoaudiologia, fisioterapia e a terapia, pois cerca de 30% dos pacientes que têm a doença acabam sofrendo depressão. Há ainda sintomas como irritabilidade e angústia, que alteram de forma significativa a vida social dos pacientes.

Além dos medicamentos e tratamentos para melhorar os movimentos e a vida social de quem tem Mal de Parkinson, existem procedimentos cirúrgicos. Considerado como uma intervenção funcional de baixo risco – de 1,5 a 2% de risco – o implante de eletrodo cerebral é um deles. Consiste na colocação de um eletrodo para estimular os movimentos, trazendo o controle dos mesmos pelo paciente.

Remédios pelo SUS

Alguns medicamentos para portadores do Mal de Parkinson são oferecidos pelo SUS. Sendo retirados de maneira gratuita, sete remédios para a doença estão incluídos na lista, entre eles: levodopa/carbidopa, levodopa/benserazida, bromocriptina, pramipexol , amantadina, biperideno, triexifenidil, selegilina, tolcapona, e entacapona.

Além disso, medicamentos como a parkidopa, biperideno e prolopa podem ser retirados com até 90% de desconto por meio do Programa Farmácia Popular.

Fonte: A Tribuna

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