VIDEOGAME PARA TRATAR LESÕES

10/03/11

Pacientes jogam videogame para tratamento de lesões

Em Ribeirão Preto, exercícios de fisioterapia são oferecidos pelo SUS

Os atendimentos de fisioterapia do Sistema Único de Saúde (SUS), em Ribeirão Preto, passaram a contar com um aliado diferente: o videogame. A técnica alia os exercícios comuns, executados pelo fisioterapeuta, com os jogos virtuais.

 

No tratamento, o paciente interage com o jogo utilizando um controle remoto que detecta os movimentos do corpo. Assim, durante uma sessão, é possível simular uma partida de tênis, boliche, luta de boxe ou praticar dança e ioga. “Essa interação torna a terapia mais descontraída e motiva o paciente. Não é a mesma coisa do que praticar o exercício, porque ele está em local seguro e controlável”, explica o fisioterapeuta César Zanella, responsável pela aplicação da técnica na cidade.

De acordo com Zanella, o uso do videogame pode ser aplicado no tratamento de patologias ortopédicas, respiratórias e neurológicas, como Mal de Parkinson, sequelas de acidente vascular cerebral (AVC) e labirintite. “Com os jogos conseguimos estimular equilíbrio, força e coordenação motora. Mas cada caso deve ser avaliado individualmente, para diagnosticar o grau do problema”, diz.

Os benefícios são confirmados pelos próprios pacientes, como é o caso de Valtecides Lago, de 63 anos, que sofre com Mal de Parkinson, há cinco anos. Ele iniciou a fisioterapia com videogame em março e sentiu melhoras significativas. “O que mais chamou minha atenção é que, no período de férias, quando não fui às sessões, piorei muito. Quando retornei, os espasmos diminuíram novamente”, conta Lago.

O aposentado Divino Rodrigues da Silva, de 76 anos, sofreu um AVC em fevereiro e, já no mês seguinte, foi encaminhado para sessões de fisioterapia. Ele conta que o videogame o ajudou a recuperar o controle da mão. “Os movimentos da minha perna e do braço ficaram limitados, mas com as sessões essa rigidez diminuiu. Sem contar que o jogo me dava mais interesse em ir para a clínica”, diz Silva.

Movimentos repetitivos
O fisioterapeuta afirma que as sessões – até três por semana – devem ser iniciadas com alongamento e ter duração máxima de 30 minutos. “É preciso ter cuidado para não exagerar, pois os movimentos repetitivos podem agravar o problema. O videogame deve ser usado com cautela. Nem todo mundo tem a mesma resposta ao tratamento”, afirma Zanella, destacando que o acompanhamento do fisioterapeuta é fundamental.

Por enquanto o equipamento é usado apenas na clínica de fisioterapia da Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp), que integra a rede de serviços da rede pública. O atendimento é gratuito, mas os pacientes devem passar por triagem no Núcleo de Gestão Assistencial (NGA) de Ribeirão Preto, localizado na Rua Minas, 895, no bairro Campos Elíseos.

 

Pós Dermato

Fonte: eptv.globo.com


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