CASAL MANTÉM FILHO VIVO BOMBEANDO SACO RESSUCITADOR 24 HORAS POR DIA

02/01/13

Eles ficaram com as mãos deformadas após anos pressionando dispositivo.

Após sua história ganhar a mídia e gerar polêmica na China, um casal vai finalmente receber ajuda depois de manter o filho vivo por anos bombeando um saco ressuscitador 24 horas por dia, sete dias por semana, na província de Zhejiang. Fu Xuepeng, que trabalhava como mecânico, ficou tetraplégico aos 23 anos em março de 2006, após sofrer um acidente de carro.

Desde então, sua mãe, Wang Lanqin, e pai, Fu Minzu, se revezam pressionando o dispositivo para ajudar o filho a respirar, já que o casal não pode arcar com os custos de uma internação hospitalar.

As mãos deles chegaram a ficar deformadas depois de dois anos bombeando, segundo informações da mídia estatal. O trabalho só foi aliviado depois que eles construíram um ventilador mecânico caseiro com a ajuda de parentes.

O problema é que a máquina consumia muita energia e acrescia à conta de luz cerca de 5 a 6 yuan por dia, caso permanecesse ligada 24 horas. Para minimizar os custos, o casal manteve a respiração do filho com o saco ressuscitador durante o dia e só ligava a máquina durante a noite.

A história do casal acabou amplamente divulgada pela imprensa chinesa, o que provocou uma enxurrada de doações ao casal, fazendo também com que um hospital local anunciasse  ajuda.


Em entrevista ao jornal “China Daily”, o pai Fu Minzu afirmou que “nem por um segundo” pensou em desistir. "Nenhum pai desiste de seu filho, enquanto há uma pequena chance dele viver", disse o agricultor de 67 anos.



Embora o jovem esteja com os movimentos paralisados do pescoço para baixo, ele está consciente. "Muitas pessoas, incluindo funcionários do governo, ofereceram ajuda desde que um jornal publicou a nossa história. Médicos vêm realizando consultas, mas sem uma boa notícia", disse o jovem, que consegue falar com grande esforço, por um curto período de tempo.



Fu Xuepeng afirmou ainda que gostaria de passar por uma operação, mesmo que houvesse apenas 1% de chance de sucesso. "Não sei se terei uma chance nesta vida de pagar de volta aos meus pais o que eles fizeram por mim", afirmou.


Pós Dermato

Fonte: G1


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