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O ESPORTE NA VIDA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES: OS BENEFÍCIOS E OS RISCOS PARA A SAÚDE ORTOPÉDICA DOS FUTUROS ATLETAS

Não é novidade para ninguém que a prática esportiva, e suas múltiplas possibilidades, são de grande importância para o processo formativo de jovens e adolescentes. Ter uma rotina de atividade física desde a infância contribui não só para a recreação e lazer, mas, também, para aspectos sociais relacionados, principalmente, à socialização e à construção de valores morais e éticos.

A grande maioria das crianças que inicia a prática esportiva para no meio do caminho por apresentar lesões ortopédicas geralmente agravadas pela falta de orientação de um profissional da área. “A iniciação esportiva é o caminho para muitas crianças que vislumbram o mundo esportivo em seu futuro, no entanto, para que elas cheguem lá, é preciso que estejam bem orientadas quanto à melhor atividade indicada para cada idade, bem como a carga e a periodicidade”, explica o Dr. Gilberto Francisco Brandão, ortopedista e presidente do XII Congresso Brasileiro de Ortopedia Pediátrica que será realizado no Ouro Minas Palace Hotel, de 26 a 28 de maio, em Belo Horizonte.

Segundo ele, esse é um dos principais assuntos que será discutido nas diversas palestras, mesas-redondas e workshops da programação do evento que vai tratar de traumas relacionados ao esporte em jovens de 0 a 17 anos. “A criança não é um adulto em miniatura, mas muitas vezes são tratadas como tal principalmente pelos pais e alguns treinadores que projetam nelas sonhos que não foram realizados por eles”, alerta. “É onde mora o perigo, pois elas são sobrecarregadas com uma pressão no corpo e no cérebro que não é compatível para a idade. O que acaba ocasionando sérios problemas de saúde, já que elas são expostas a cargas de treinamento e estímulos que deveriam ser aplicados somente em adultos”, completa.

Brandão destaca que, entre eles, as lesões mais comuns estão as de cotovelo, ombro, quadril e aquelas associadas aos membros inferiores como tíbia e fêmur. Outro fator que pode levar a traumas é a obesidade infantil, já que muitos jovens nessa condição procuram a atividade física para ajudar na perda de peso, mas acabam forçando o corpo e lesionando músculos importantes. “O papel do treinador é muito importante para o sucesso dessas pessoas, assim como para os que desejam se tornar atletas, mas é preciso saber respeitar as limitações e as habilidades de cada pessoa. Nesse sentido, é fundamental que estas crianças também sejam acompanhadas de perto por ortopedistas qualificados que indicarão as atividades mais adequadas de acordo com o perfil”, esclarece.

As opções variam, também, de acordo com a idade. Até cinco anos, as mais indicadas são a natação, o balé e o judô. Acima dessa idade, as desenvolvidas em coletividade como futebol, tênis, vôlei e basquete são as principais. “Até os 10 anos o ideal é que a criança faça o que chamamos de ciclo básico, ou seja, não fazer apenas uma atividade específica, mas intercalar várias que possibilitem exercitar todo o corpo e não estressar apenas um grupo muscular”, reforça Brandão. E para finalizar, o ortopedista diz que a musculação é proibida para meninas abaixo dos 14 anos e meninos com menos de 16.

Presenças Internacionais
Cerca de 130 médicos especializados em ortopedias fazem parte da programação do XII Congresso Brasileiro de Ortopedia Pediátrica que, este ano, tem como tema central o trauma na criança e adolescente e a evolução dos tratamentos. Porém, outros assuntos e novidades da área serão discutidos durante os três dias do evento como as cirurgias menos agressivas e as possibilidades de recuperação mais rápida; os novos implantes de titânio disponíveis no mercado para o tratamento de lesões ortopédicas; bem como os avanços que contribuem para o aprimoramento técnico-científico dos médicos.

Dentre as presenças já confirmadas, cinco delas são de profissionais internacionais que contribuirão para o engrandecimento do Congresso. São os doutores KocherMininder do Boston Children’s Hospital, especialista em trauma esportivo da criança e do adolescente; Richard Reynolds do St. John Hospital Pediatrics – Detroit, especialista em trauma pediátrico; John Wedgedo SickKids Hospital – Toronto, que é especialista em patologias do quadril e neuromuscular; Eduardo Nilo, do Colorado, com grande experiência nas osteotomiasperiacetabulares; e Fábio Ferri de Barros, da Universidade de Calgary, especialista em patologia da coluna vertebral em crianças e adolescentes.

Outros temas que serão destaque no Congresso são os traumas congênitos, como o famoso pé torto congênito, a luxação de quadril e o pé plano valgo. Todas ocorrências comuns nos consultórios de ortopedia do mundo todo.

Fonte : portalmedicinaesaude

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