O QUE É DPOC?

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A DPOC é uma doença pulmonar que obstrui as vias aéreas, tornando a respiração difícil. DPOC significa Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica.

Crônica significa que não tem cura; Obstrutiva quer dizer que bloqueia parcialmente os bronquios; Pulmonar, pois acomete os pulmões; Doença, por se tratar de uma enfermidade.

A DPOC é semelhante à asma, mas é doença crônica e pode se tornar grave, com o passar do tempo. A única maneira de ter certeza que você tem DPOC é realizar um exame respiratório chamado espirometria, secundando-se o exame de imagem e clínico.

Embora não tenha cura, os tratamentos disponíveis para a DPOC atuam retardando a progressão da doença, controlando os sintomas e reduzindo as complicações.

Em sua maioria a DPOC resulta de danos pulmonares causados ​​pelo tabagismo, ou da poluição ambiental.

Quando a DPOC está sob controle, os sintomas serão mais ou menos os mesmos no dia a dia.

A DPOC é uma doença progressiva, o que significa que se agrava com o tempo. Normalmente, essas mudanças são graduais, mas às vezes elas acontecem muito rapidamente, e isso é conhecido como uma exacerbação.

Porém, quando em exacerbação, os sintomas se acentuam, e essas mudanças são muitas vezes extremamente rápidas. As exacerbações podem ser fatais, e é provável que o paciente precise de assistência médica imediata.

As exacerbações podem ser fatais, e o paciente precisa de assistência médica imediata.

O paciente pode sentir:

  • Aumento da falta de ar;
  • Aperto no peito;
  • Confusão;
  • Aumento excessiva da tosse e de tosse com muco;
  • Mudança na cor do muco;
  • Febre;
  • Sonolência excessiva, (sinal de uma intoxicação por dióxido de carbono, possivelmente fatal);
  • Lábios ou unhas vão azulando.

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Se o paciente diagnosticado com DPOC sente confusão ou sonolência excessiva, ele deve procurar atendimento de emergência imediatamente. Estes são sinais de que os níveis de dióxido de carbono no sangue são perigosamente altos, e isso pode ser fatal. Por esta razão, o paciente precisa da ajuda de um cuidador, amigo, parente ou vizinho que possa o acompanhar até que receba assistência médica.

Há muitas coisas que o paciente pode fazer para reduzir os riscos de ter uma exacerbação, tais como evitar a poluição, certificar que a qualidade do ar em casa é boa, evitar coisas que possam irritar os pulmões tais como produtos químicos ou fumo do tabaco.

O paciente deve se alimentar adequadamente, adotando uma dieta saudável preparada para garantir que permaneça em boa saúde e sobretudo preservar a massa muscular. Muitas pessoas com DPOC descobrem que a respiração se torna mais difícil quando fazem refeições pesadas. Uma sugestão é passar a fazer mais refeições menores durante o dia. Mas o ideal é consultar um nutricionista de sua confiança. É fundamental o acompanhamento de um profissional.

Caminhada, dança, exercícios de alongamento e respiratórios são boas formas de atividades físicas para pacientes com DPOC. Antes de iniciar um programa de exercícios é importante levar em consideração se o paciente está se expondo à poluição. Por exemplo, se estiver indo para uma caminhada, certifique-se que não é ao lado de uma rua de trânsito pesado, estrada poluída. Se estiver indo dançar, verifique se o local é livre de tabaco e, sobretudo, arejado. E por aí vai.

Antes de iniciar qualquer programa de exercícios é fundamental consultar um médico pneumologista especialista em DPOC. Somente com orientação profissional adequada (fisioterapeuta) é que os exercícios físicos se tornam aliados do paciente.

Além disso, reforçamos que a prática da automedicação é extremamente prejudicial à saúde. O tratamento prescrito para uma pessoa pode não funcionar para outra. Além disso, a automedicação pode dificultar o diagnóstico preciso, principalmente na fase inicial da doença. Portanto a opinião de um especialista é fundamental sempre.

Encorajamos firmemente que seja sempre ouvida a opinião de um médico especialista. Neste caso, um pneumologista. Se não se sentir confortável com o diagnóstico, procure ouvir uma segunda opinião.

Por: 

Fonte: International COPD

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