PESQUISADORES BRASILEIROS CRIAM TESTE SIMPLES PARA DIAGNOSTICAR ALZHEIMER

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Blood Sample

O exame fica pronto em 30 minutos e pode detectar a doença ainda em estágio inicial

Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) criaram um teste simples, rápido e de baixo custo para detectar a doença de Alzheimer. O exame é realizado com se fosse um hemograma de rotina e fica pronta em apenas 30 minutos.

Durante a pesquisa, os cientistas isolaram uma proteína chamada Adam-10, que todo mundo tem no sangue. Identificando que alterações nela podem indicar a presença do Alzheimer. Para comprovar essa deformação, foram selecionados 24 voluntários com mais de 60 anos, divididos entre saudáveis, portadores de Alzheimer e com transtorno neurocognitivo leve, condição considerada como o pré-Alzheimer.

Desta forma, o grupo criou um sensor eletroquímico com anticorpos capaz de identificar a quantidade das proteínas na corrente sanguínea. Após a análise, um programa de computador lê os dados e em 30 minutos mostra se o paciente tem a doença.

O Alzheimer é uma doença neuro-degenerativa que provoca o declínio das funções cognitivas, reduzindo as capacidades de trabalho e relação social e interferindo no comportamento e na personalidade. No Brasil, o número de pessoas com a doença já atinge cerca de 1,2 milhão. A estimativa é a de que esse número dobre até 2030, segundo a Associação Brasileira de Alzheimer.

Os resultados mostraram que o exame feito com o uso de biomarcadores, cujo custo material não passa de R$ 3, torna possível identificar diferentes estágios da doença e até mesmo predisposição ao Alzheimer. O nível do biomarcador tende a aumentar, dependendo do grau da doença.

Atualmente, um dos maiores desafios do tratamento do Alzheimer está no diagnóstico, sendo feito com técnicas pouco precisas para o diagnóstico, como tomografia, ressonância magnética e análise clínica dos sintomas. Os pesquisadores acreditam que o novo teste possa ajudar a descobrir o Alzheimer ainda em estágio inicial.

Segundo os pesquisadores, a patente do biomarcador já foi registrada, mas a previsão é que o produto leve de cinco a 10 anos para chegar ao mercado. A próxima etapa do estudo será a ampliação do número de voluntários para 200 a 300.

Fonte: http://www.minhavida.com.br

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