QUAIS OS BENEFÍCIOS DA FISIOTERAPIA PARA BEBÊS COM SÍNDROME DE DOWN?

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A falta de informação dos responsáveis é um dos principais limitantes que a criança com Síndrome de Down enfrenta. Muitas pessoas acreditam que a trissomia 21 impede o desenvolvimento e que seus portadores não podem realizar uma série de atividades da vida diária. Isso pode fazer com que hajam barreiras no crescimento desses bebês, como o isolamento social, superproteção desnecessária e uma dependência prejudicial.

Esses mitos, no entanto, podem ser esclarecidos com a assistência adequada de profissionais da área da saúde, como pediatras, fisioterapeutas e fonoaudiólogos.

Características motoras do bebê com Síndrome de Down

Uma das características do bebê com a Síndrome é a hipotonia muscular, que faz com que os bebês sejam mais “molinhos” e tenham uma frouxidão dos ligamentos. A postura mais relaxada se deve ao fato dos músculos serem menos tensionados.

Essas particularidades fazem com que a fisioterapia pediátrica seja fundamental no diagnóstico e também durante toda a fase de desenvolvimento da criança. O tratamento ajuda no aprimoramento das capacidades motoras, com movimentos corretos e fortalecimento físico.

É importante ressaltar que a criança com trissomia 21 conseguirá exercer todas as atividades normalmente, mas exigirá um maior incentivo por parte dos pais e também de profissionais. Por exemplo, durante as sessões de fisioterapia com o bebê, que podem acontecer no modelo home care para oferecer mais praticidade a família, o profissional irá estimular a sustentar o pescoço, sentar, rolar, engatinhar, ficar em pé e andar, reduzindo os prejuízos motores decorrentes da Síndrome.

Nesses casos, a fisioterapia deve continuar pelo menos até a criança completar cinco anos de idade, mas muitos seguem o acompanhamento com outras técnicas de fisioterapia, como a equoterapia, indicada para pacientes com diversas limitações físicas e neurológicas por auxiliar na concentração e equilíbrio.

Benefícios da fisioterapia pediátrica

Durante as sessões de fisioterapia serão executadas algumas atividades básicas (sentar, ficar em pé e outras) e também pegar e manipular objetos pequenos e grandes, ajudando na coordenação motora grossa e fina, importantes para que a criança consiga realizar com autonomia as atividades do cotidiano.

O acompanhamento vai influenciar no desenvolvimento de posturas e movimentos observados em reflexos atávicos e primitivos, sendo realizados de forma passiva nos pacientes e posteriormente repetidamente. Ao associar estímulos sensoriais, o profissional ajuda a gerar mecanismos antecipatórios, repetindo a atividade várias vezes para facilitar o processo de aprendizado.

O estímulo da atividade psicomotora visa aprimorar capacidades físicas e permite enriquecer as sinapses cerebrais. Tarefas assistenciais podem ser realizadas para trabalhar a questão respiratória, fazendo com que o bebê aumente a concentração de dióxido de carbono no sangue, ajudando na dilatação dos vasos e fluxo sanguíneo no cérebro, refletindo em benefícios para os centros respiratórios do tronco cerebral.

Como eu posso ajudar o desenvolvimento do meu filho?

Os pais e a família têm uma participação fundamental no desenvolvimento do bebê com Síndrome de Down e devem se envolver em todas as etapas do acompanhamento médico, tanto na busca por informações quanto no estímulo diário das capacidades psicomotoras.

Mesmo com as sessões de fisioterapia, busque auxílio com o profissional para realizar alguns exercícios durante os momentos de lazer da família e incentivar a independência e autonomia da criança na realização de atividades do dia a dia.

Lembre-se: a criança com Síndrome de Down tem todas as possibilidades de desenvolvimento e aperfeiçoamento que todas as outras e da mesma forma precisa de incentivo, estímulo e apoio do núcleo familiar e social.

Fonte: SP Home Care

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