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QUAL O PAPEL DA FISIOTERAPIA NA SAÚDE DO TRABALHADOR?

Pesquisa do IBGE aponta que 3,5 milhões de brasileiros têm ou já tiveram alguma doença relacionada ao trabalho.

Na fase produtiva da vida, as doenças que afetam o sistema osteomioarticular representam um dos principais problemas para a saúde da população, sendo as doenças relacionadas ao trabalho a principal causa de afastamentos, os quais demandam custos altos para as empresas.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizou, em 2013, uma Pesquisa Nacional de Saúde entrevistando 146,3 milhões de pessoas com mais de 18 anos e estimou que 3,5 milhões de pessoas têm ou já tiveram alguma doença relacionada ao trabalho. Dos entrevistados, 2,4% referiram diagnóstico médico de Doença Osteomioarticular Relacionada ao Trabalho (DORT). Estamos em um momento em que as empresas visualizam e investem na qualidade de vida e saúde funcional dos seus trabalhadores, visando um melhor desempenho de suas funções e um menor gasto com os afastamentos por doenças relacionadas ao trabalho.

O profissional fisioterapeuta, estando presente nesse ambiente de trabalho, poderá contribuir para a saúde física e funcional, levando melhoria da qualidade de vida aos funcionários. Ele irá identificar mínimos problemas relacionados à ergonomia, avaliando in loco os postos ocupacionais, ajudando as empresas a realizarem adaptações e mudanças que influenciam diretamente na saúde dos seus colaboradores.

Dando um exemplo bem simples: uma tela de computador baixa e um teclado apoiado numa mesa inadequada pode causar problemas na coluna, nos punhos e braços.  Além dessa intervenção, o profissional realiza exercícios diários, de curta duração (de 5 a 15 minutos) de fácil execução, que promovem melhorias funcionais nos principais sistemas acometidos nos processos de trabalho, otimizando, também, momentos de descontração e relaxamento.

Para a pequena sessão se tornar mais lúdica, os exercícios são realizados em grupos, em horários pré-definidos, podendo fazer uso de acessórios diversos e do próprio corpo.  A presença do fisioterapeuta, portanto, torna-se indispensável para a saúde dos funcionários de uma empresa e pode contribuir para uma produção mais efetiva no ambiente laboral, além de reduzir as faltas e afastamentos por condições de sofrimento corporal.

As principais DORTs recorrentes no ambiente ocupacional que podem ser prevenidas e tratadas pelo fisioterapeuta são dores musculares, problemas articulares e nervosos. Uma empresa que contrata um profissional fisioterapeuta para essa consultoria ou assistência aos funcionários terá opção da avaliação nos postos de trabalho, confecção de relatórios ou o atendimento de seus colaboradores. Uma empresa qualificada preza pela saúde e bem-estar dos seus colaboradores, estado que promove também diminuição de custos e aumento da rentabilidade e produtividade.

Finalizando, reiteramos que o trabalho interdisciplinar no ambiente laboral é muito importante e, sendo assim, o alinhamento entre fisioterapeuta, médico do trabalho, enfermeiro do trabalho e profissionais da educação física potencializam as intervenções de forma positiva nas empresas. Lembrando: 28 de fevereiro é o Dia Internacional de Prevenção às Lesões por Esforços Repetitivos.

Referências:

OLIVEIRA, M.M de et al. Problema crônico de coluna e diagnóstico de distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT). Epidemiol. Serv. Saúde, 287 Brasília, 24(2): 287-296, abr-jun 2015.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador. Dor relacionada ao trabalho: lesões por esforços repetitivos (LER): distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (Dort) / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador – Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2012.

RIBEIRO, H.P. Lesões por esforços repetitivos (LER): uma doença emblemática. Cad. Saúde Públ., Rio de Janeiro, 13(Supl. 2):85-93, 1997.

Autores: Luciana Bilitário / CREFITO 41600 F – Graduada pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (2001) Coordenadora do Curso de Fisioterapia da BAHIANA, Docente UNEB, Tutora da Residência Multiprofissional (Núcleo UTI) SESAB/UNEB/HSI Mestre em Medicina e Saúde Humana Especialista em Fisioterapia Respiratória (Assobrafir 2010), Fisioterapia em UTI (2002). Metodologia do Ensino Superior (2004)

  • Rachel Trinchão Schneiberg Kalid Ribeiro / Fisioterapeuta – Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP)/BA Mestranda em Medicina e Saúde Humana (EBMSP-BA) Especialista em Fisioterapia Traumato-Ortopédica – Universidade Gama Filho Formação em RPG- Método Mazzola e Zaparolli Coordenadora de Estágios em Fisioterapia EBMSP/BA Docente de Graduação do Curso de Fisioterapia EBMSP- BA e Unime-BA Autora do Capítulo “Gordura Localizada: Abordagem Terapêutica” do livro “Terapêutica em Estética: Conceitos e Técnicas” do Prof. Fábio Borges Coordenadora Técnica da Liga Acadêmica em Dermatofuncional (EBMSP-BA) Membro do grupo de Pesquisa CAAP (Centro de Atenção ao Assoalho Pélvico) Docente convidada de programas de Pós-Graduação do Brasil na área da Fisioterapia Dermatofuncional

Fonte: I Saúde Bahia

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2 comentários

  1. Até onde sei isso é função de um TERAPEUTA OCUPACIONAL E NAO fisioterapeuta,mas como o conselho do crédito sempre puxa farinha só p fisioterapia e nunca fiscaliza nada,dá nisso.

  2. O Fisioterapeuta tem todo respaldo para trabalhar com a Saúde do trabalhador, não é a toa que temos além da disciplina voltada para esse público fazemos estagio com esse público, tendo também especialização na área, não entendo como pode dizer não ser da nossa alçada.

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