SINAIS QUE PODEM INDICAR AUTISMO NO BEBÊ

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Normalmente a criança que possui algum grau de autismo tem dificuldade em se comunicar e brincar com outras crianças, embora não aparente nenhuma alteração física. Além disso, também pode apresentar comportamentos inadequados que, muitas vezes, são justificados pelos pais ou familiares como hiperatividade ou timidez, por exemplo.

Porém, o diagnóstico do autismo só pode ser confirmado após o nascimento, quando é possível identificar sinais de alerta como:

1. Recém-nascido não reage aos sons
O bebê é capaz de ouvir e reagir a este estímulo desde a gravidez e quando nasce é normal se assustar quando ouve um barulho muito alto, como quando um objeto cai perto dele. Também é normal que a criança vire o rosto para o lado de onde vem o som de uma música ou de um brinquedo e neste caso, o bebê autista não demostra nenhum interesse e não reage a nenhum tipo de som, o que pode deixar seus pais preocupados, pensando na possibilidade de surdez.

O teste da orelhinha pode ser realizado e demostra que não existe nenhum comprometimento auditivo, aumentando a suspeita de que o bebê possui alguma alteração.

2. Bebê não emite nenhum som
É normal que quando os bebês estão acordados, tentem interagir, chamando a atenção dos pais ou de seus cuidadores com pequenos gritos e gemidos, que são chamados de balbuciar. Em caso de autismo, o bebê não emite nenhum som porque apesar de não ter nenhum comprometimento na fala, ele prefere ficar calado, sem interagir com os outros à sua volta, assim o bebê autista não emite sons como “baba”, “ada” ou “ohh”.

As crianças com mais de 2 anos já devem formar pequenas frases, mas no caso do autismo é comum que eles não usem mais de 2 palavras, formando uma frase, e limitam-se apenas a apontar o que deseja usando o dedo de um adulto ou então repetem as palavras que lhe são ditas várias vezes seguidas.
Leia este artigo da nossa fonoaudiologista, para saber o que fazer caso a criança apresente apenas atraso no desenvolvimento da fala.

3. Não sorri e não tem expressões faciais
Os bebês podem começar a sorrir com cerca de 2 meses, e ainda que não saibam exatamente o que um sorriso significa, eles ‘treinam’ estes movimentos faciais, especialmente quando estão perto dos adultos e de outras crianças. No bebê autista o sorriso não está presente e a criança pode aparentar sempre a mesma expressão facial, como se nunca estivesse contente ou satisfeito.

4. Não gosta de abraços e beijos
Normalmente os bebês gostam de beijinhos e abraços porque assim sentem-se mais seguros e amados. No caso do autismo, existe uma certa repulsa pela proximidade e por isso o bebê não gosta de ficar no colo, não olha nos olhos

5. Não responde quando é chamado
Com 1 ano de idade a criança já é capaz de responder quando é chamada, assim quando o pai ou a mãe chama por ela, ela pode emitir algum som ou ir ao seu encontro. No caso do autista, a criança não responde, não emite nenhum som e não se direciona para quem a chama, ignorando-a completamente, como se não tivesse ouvido nada.

6. Não brinca com outras crianças
Além de não procurar estar perto de outras crianças, os autistas preferem ficar longe delas, evitando todo tipo de aproximação, fugindo delas.

7. Tem movimentos repetitivos
Uma das características do autismo são os movimentos estereotipados, que consistem em movimentos que são repetidos de forma constante, como por exemplo mexer as mãos, bater na cabeça, bater a cabeça na parede, ficar se balançando ou ter outros movimentos mais complexos. Estes movimentos podem começar a serem notados após 1 ano de vida e tendem a permancer e se intensificar se o tratamento não for iniciado.

Caso o bebê ou a criança apresente alguns destes sinais é recomendado consultar o pediatra para avaliar o problema e identificar se é de fato um sintoma de autismo, iniciando o tratamento adequado com sessões de psicomotricidade, fonoaudiologia e remédios, por exemplo. Geralmente, quando o autismo é identificado precocemente, é possível fazer terapia com a criança, de forma a melhorar suas capacidades de comunicação e relacionamento, reduzindo drasticamente o grau de autismo e permitindo que tenha uma vida semelhante à das outras crianças da sua idade.

Fonte: Tua Saúde

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