TÉCNICAS DE FISIOTERAPIA RESPIRATÓRIA EM PACIENTES ADULTOS (POP)

0
3285

Procedimento Operacional Padrão – POP/UNIDADE DE REABILITAÇÃO

OBJETIVO

Padronizar entre a equipe de fisioterapia as técnicas de fisioterapia respiratória na assistência ao paciente adulto internado no HC/UFTM.

APLICAÇÃO

UTI Adulta e Coronariana

Enfermarias da Clínica Médica, Cirúrgica, Ginecologia, Ortopedia e Neurologia

Unidade de Doenças Infecciosas e Parasitárias (UDIP)

Pronto-Socorro Adulto

INFORMAÇÕES GERAIS

I Introdução

Um dos princípios básicos da fisioterapia respiratória é a facilitação do clearence mucociliar e as manobras de desobstrução brônquica (manobras de higiene). As manobras de higiene visam manter a permeabilidade das vias aéreas e evitar acúmulos de secreção, possibilitando assim uma melhor respiração ao individuo.

As secreções aumentam a resistência ao fluxo aéreo, dificultam as trocas gasosas e tornam excessivo o trabalho dos músculos respiratórios. Os recursos manuais da fisioterapia respiratória compõem um grupo de técnicas de exercícios manuais específicos que visam a prevenção no intuito de evitar complicações de um quadro de pneumopatia instalado, a melhora ou reabilitação de uma disfunção toracopulmonar e o treinamento e recondicionamento físico das condições respiratórias do paciente pneumopata. A indicação da terapia de higiene brônquica deve ser baseada no diagnóstico funcional, no impacto da retenção de secreções sobre a função pulmonar, na dificuldade de expectoração do paciente, no nível de cooperação e desempenho do mesmo, na escolha da intervenção de maior efeito e menor dano, no custo operacional e na preferência do paciente. O aumento dos índices de injúrias pulmonar predispõe a redução de volume alveolar e consequentemente aumento das morbidades. A realização de técnicas de reexpansão visa aumentar a ventilação alveolar, melhora a oxigenação e diminui o trabalho respiratório. Os recursos terapêuticos para expansão ou reexpansão pulmonar surgiram pela necessidade de se prevenir ou tratar a redução de volume pulmonar. O colapso alveolar causa perda volumétrica com consequente redução na capacidade residual (CRF), podendo levar à hipoxemia e aumento no risco de infecções e lesão pulmonar caso não seja revertido. O colapso pulmonar ocorre com frequência em pacientes com doenças respiratórias e neuromusculares, pacientes acamados por longos períodos, pacientes intubados sob ventilação mecânica e em diversos tipos de pós-operatórios, principalmente de cirurgias torácicas e abdominais. Assim, as técnicas de expansão ou reexpansão podem ser efetivas tanto na profilaxia quanto no tratamento do colapso pulmonar associado a determinadas situações clínicas. Manobras de expansão pulmonar são consideradas fundamentais na prevenção de complicações, tais como, atelectasias e pneumonias, em pacientes de alto risco. O emprego desta manobra reduz em até 50% o risco de complicações pulmonares. Pacientes em ventilação espontânea (VE) ou sob ventilação mecânica (VM), por ação dos músculos respiratórios ou utilização de dispositivos ou equipamentos que geram pressões positivas intra-alveolares, podem se beneficiar dos efeitos positivos da expansão pulmonar. A redução da pressão pleural ocorre a partir da contração muscular inspiratória. Quanto mais potente for a contração muscular, maior será o gradiente de pressão transpulmonar gerado e, consequentemente, maior será o volume de gás mobilizado.

Diante dessas afirmações evidencia-se que as técnicas de higiene brônquica e as técnicas de reexpansão pulmonar são de suma importância para o tratamento dos pacientes internados em nossa instituição, visto que o HC-UFTM é referência em casos de alta complexidade.

II Objetivos

– proporcionar uma melhora da ausculta pulmonar;

– deslocamento da secreção brônquica para segmentos de maior calibre;

– manter integridade de trocas gasosas;

– mobilizar caixa torácica;

– favorecer a mobilidade diafragmática;

– favorecer a drenagem torácica (em derrames pleurais);

– recuperar volumes e capacidade pulmonares;

– Prevenir ou reexpandir áreas colapsadas;

III Indicações

– Pacientes com produção excessiva de secreção

– Pacientes com insuficiência respiratória aguda e que apresentam sinais clínicos de acúmulo de secreção (ruídos adventícios, alterações gasométricas ou de radiografia torácica)

– Pacientes que apresentam atelectasias

– Anormalidades na relação ventilação/perfusão.

– Tosse ineficaz

– Queda de saturação de oxigênio ou taquidispneia (podem indicar retenção de secreção em VAS ou necessidade de maior fluxo de oxigênio)

DESCRIÇÃO DAS TAREFAS…. ( CONTINUA)

Material produzido pela Unidade de Reabilitação do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro

Fonte: Ebserh ( Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares )

SEM COMENTÁRIOS

O QUE ACHOU DESTE CONTEÚDO? DEIXE SEU COMENTÁRIO.

*