TECNOLOGIA NA REABILITAÇÃO FÍSICA, AMIGA OU INIMIGA DO PROFISSIONAL?

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Muitas vezes nos deparamos com incertezas, principalmente quando o assunto é tecnologia na reabilitação física e pior ainda quando essa pode ser usada com o objetivo de auxiliar os pacientes e facilitar o trabalho do profissional. Mas se a tecnologia é desenvolvida para ajudar porque tem tanta gente ainda avessa ao uso da mesma?

A resposta pode não ser tão óbvia, mas podemos seguir alguns caminhos para respondê-la.
As pessoas tendem a ter medo do novo, isso em qualquer âmbito da vida e não seria diferente quando falamos de tecnologia.

Quando saímos de nossa formação seguimos muitas vezes o que foi nos passado na universidade e paramos no tempo no que se refere a continuar estudando. O fato é que, nossa formação em geral dura cinco anos e muitas vezes não nos dá o conhecimento necessário para seguir na vida profissional.
Se não procurarmos nossa evolução contínua ficaremos sempre para trás de quem está ou irá se formar, profissionais que vem de uma era mais moderna e com outras ideologias.

Novos equipamentos e o medo de inovar

Hoje estão disponíveis no mercado diversos equipamentos para auxiliar na avaliação, assim como no tratamento dos pacientes que necessitam de reabilitação. E ao invés de serem vistos como amigos do profissional, são vistos como verdadeiros monstros devido à falta de conhecimento para torna-lós amigos. É como se você fosse conhecer uma pessoa e só de olhar e antes de conhecer já fizesse um prejulgamento.

Atualmente, atender pacientes usando subjetividade e sabendo que poderiam ser utilizados gráficos e números que com certeza iriam ser muito mais efetivos tanto para os pacientes como para os profissionais chega a ser um pecado.

A tecnologia disponibilizada exigiu anos de pesquisa e conhecimento de várias especialidades até chegar a um produto desenvolvido pensando no bem estar e na saúde. Desprezar isso e acreditar que pode se viver sem a tecnologia é querer que o presente e o futuro fossem como um passado que não mais retornará.

Atualmente estamos na época em que o paciente não se contenta somente com uma palavra do profissional e cada vez mais ele irá querer visualizar dados quantitativos de seus atendimentos, e ai fica a pergunta: Não esta na hora de perder o medo e olhar com outros olhos para a forma como direcionamos nossos atendimentos? Uma coisa é certa, ninguém irá substituir a máquina humana ou o raciocínio terapêutico, mas não podemos negar que se não olharmos para a tecnologia com carinho, em breve o espaço será tomado por profissionais adeptos da era hi-tech.

Quando se decide comprar um equipamento deve-se pensar o porquê se esta comprando e não simplesmente comprar porque o colega de profissão comprou ou porque acha que aquele produto vai atender o paciente sozinho. Olhar para uma compra de produto tecnológico como gasto e não como investimento é outro erro. Esse produto sem o profissional habilitado para o uso não é nada mais do que qualquer outro objeto da clinica.

Procurem entender as potencialidades, comecem a explorar o uso, se desafiem e tenham certeza que se orgulharão por terem conseguido mais essa conquista de aprendizado. Façam seus pacientes sorrirem por acompanharem sua evolução através de gráficos e números e não somente pelo que você diz. Tenham o prazer de explicar ao paciente que vocês decidiram por aquele tipo de tratamento baseado em dados quantitativos os quais estão ali para qualquer um que queira contestar o seu trabalho.

Não deixem de entender o que estão comprando para não comprarem gato por lebre.  Perguntem e retruquem, porque isso faz parte do aprendizado. Se vocês fizerem tudo isso poderão dizer que conquistaram mais um amigo e podem apresenta-lo para seus colegas chamando-o pelo nome: Tecnologia.

Fonte: Miotec

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