VOCÊ SABE A DIFERENÇA ENTRE ELETROMIOGRAFIA E BIOFEEDBACK ELETROMIOGRÁFICO?

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Para entender essa diferença necessitamos saber que ambas as técnicas são feitas com equipamentos tecnológicos que permitem a captação dos sinais provenientes da musculatura.

A grande dúvida existente é que vários equipamentos disponíveis no mercado são capazes de realizar Biofeedback Eletromiográfico, mas poucos são os que permitem fazer Eletromiografia. Isso se deve ao fato de que para um sinal de Eletromiografia seja captado é necessário que o equipamento permita a captura de uma taxa de amostragem muito grande.

Existe uma lei da física chamada “lei de nyquist”, que diz que se você quer demonstrar uma quantidade “x” de amostras de sinal, você deve poder captar uma quantidade de “2x”, ou seja, o dobro dessas amostras.

A taxa de amostragem ou a frequência de disparo da musculatura está entre 20Hz e 500Hz, ou seja, para que seja possível analisar as frequências de disparo de 500HZ, é necessário no mínimo que o equipamento permita captar 1000HZ de taxa de amostragem. Equipamentos que não tenham frequência de amostragem de 1000 HZ, no mínimo, não podem ser considerados equipamentos que realizam Eletromiografia, mas sim equipamentos que permitem que sejam capturados sinais de Biofeedback Eletromiográfico, onde o sinal captado possui poucas amostras, e representa apenas o envoltório do sinal de Eletromiografia.

Mas então qual é a diferença entre Eletromiografia e Biofeedback Eletromiográfico no que diz respeito ao dia – a – dia clínico ou de pesquisa?

Resumidamente a Eletromiografia é utilizada para avaliar o paciente e o Biofeedback Eletromiográfico para o tratamento. O sinal eletromiográfico devido ao número de amostras permite ao profissional de saúde verificar o disparo das frequências em um intervalo de tempo. Como se trata de um formato de sinal complexo, uma interpretação das informações é necessária para que se obtenha alguma conclusão do que esta sendo representado no sinal. A principal função clínica é descobrir quais as fibras musculares que estão sendo ativadas.

Como sabemos, os tipos de fibras que constituem a musculatura humana, dependem da genética de cada indivíduo. Ou seja, se o disparo de fibras acontece de 20Hz a 60Hz, esse indivíduo possui fibras do tipo Tônicas (fibra vermelha). Se o disparo for de 60Hz a 75Hz, a fibra será Intermediária (rosa) e se o disparo for de 75Hz a 500Hz, a fibra é Fásica (branca).

Descobrir o tipo de fibra que cada indivíduo possui é de fundamental importância para se definir qual será o tratamento utilizado, em uma recuperação muscular ou em uma melhoria de desempenho.

Sem a Eletromiografia é praticamente impossível descobrir essa informação. A partir do momento que se define o tipo de fibra que é predominante a cada indivíduo, é possível determinar qual é o protocolo que deve ser elaborado para as terapias de Biofeedback.

Sinal de Eletromiografia

O Biofeedback Eletromiográfico é uma terapia mais voltada ao paciente. Nada mais é do que o sinal de Eletromiografia representado em uma amostragem menor para que fique fácil do paciente perceber o que está acontecendo com sua musculatura durante uma atividade funcional.

Existem vários tipos de Biofeedback, que incluem representação gráfica ou sonora da atividade.

A grande importância de fazer uma avaliação eletromiográfica antes de iniciar um tratamento por meio do biofeedback é o fato que dependendo do tipo de fibra que é disparado e o objetivo do tratamento os protocolos a serem aplicados serão diferentes.

Por exemplo, o protocolo de tratamento de Biofeedback aplicado em um individuo que precise de fortalecimento muscular será diferente de acordo com a predominância de fibras que provêm da genética do mesmo. Se esse tipo de avaliação não for feita previamente, não se conseguirá efetividade no tratamento.

Após a aplicação do Biofeedback é importante fazer uma reavaliação com a eletromiografia para acompanhar a evolução do paciente.

Passos para avaliação e tratamento muscular:

  • Passo 01 – Avaliação de Eletromiografia
  • Passo 02 -Treinamento de Biofedback
  • Passo 03 – Reavaliação de Eletromiografia

Com o uso do Biofeedback o cérebro do paciente começa a se condicionar qual é a melhor forma de executar os movimentos, fazendo com que se consiga melhor aproveitamento muscular.

Sinal de Biofeedback

E agora, ficou alguma dúvida de como é essencial utilizar essas técnicas em seus atendimentos? Sem elas você continuará aplicando a subjetividade, na busca da melhora de seus pacientes.

Fonte: Miotec

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