VOCÊ SABE O QUE É FISIOTERAPIA VESTIBULAR?

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Poucas pessoas têm o conhecimento sobre esta área de atuação da fisioterapia. Chamada de Fisioterapia Vestibular, o profissional atua na avaliação, diagnóstico funcional e tratamento de pacientes com queixas de vertigem e desequilíbrio. Através de manobras e exercícios terapêuticos pode-se reduzir e até mesmo eliminar os sintomas de tontura e desequilíbrio associados a uma disfunção vestibular. Segundo o Dr. André Santos, fisioterapeuta membro da Vestibular Disorders Association, EUA; e da Bárány Society; Doutorado em fisioterapia pela Universidad de Buenos Aires, o termo labirintite pode representar 300 tipos de problemas com até 2.000 causas clínicas. “A vertigem pode ocorrer em todas as faixas etárias, porém estudos mostram que sua presença aumenta com a idade.”, explica André, e continua:

“Existem dois tipos de tontura: rotatória ou vertigem, quando o paciente relata que tudo gira ao seu redor; e a não-rotatória, equivalente à instabilidade postural ou desequilíbrio.”

        Há aproximadamente oitenta anos, em muitos casos, o tratamento da tontura de origem vestibular era com cirurgia, que seccionava o nervo, do nervo vestibular do labirinto. A Fisioterapia Vestibular se iniciou na década de 1940, sendo definida como uma abordagem específica da fisioterapia indicada para reduzir os sintomas e promover a adaptação e substituição das disfunções vestibulares relacionadas a diversos distúrbios do equilíbrio. A Fisioterapia Vestibular é eficaz na melhora dos déficits funcionais e sintomas subjetivos resultantes da hipofunção vestibular periférica unilateral e bilateral. No Brasil, a Fisioterapia Vestibular foi reconhecida como área de atuação pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) através da Resolução nº. 419/2012 (02 de junho de 2012 – D.O.U. nº 131, Seção 1, 09/07/2012).

Dados importantes, levantado pela APTA, Neurology Section, sobre a relevância da Fisioterapia Vestibular

– Mais de 20 artigos científicos de vários centros de pesquisas no mundo registraram que houve considerável evidência científica de que a Fisioterapia Vestibular foi eficaz e segura no controle dos sinais e sintomas de pacientes com tontura (Hillier & Hollohan, 2007);

– Em outro estudo, os casos de hipofunção vestibular unilateral com desequilíbrio apresentaram melhora importante no controle postural quando comparados a um grupo somente com medicamentos antivertiginosos (Strupp e cols, 1998);

– Pessoas idosas com tontura não rotatória (desequilíbrio) apresentaram melhora dos sintomas e na confiança ao ficar de pé e andar num período entre três semanas a três meses, quando comparados a outro grupo sem intervenção da Fisioterapia Vestibular (Jung e cols, 2009);

– Nos casos de Vertigem Posicional Paroxística Benigna [VPPB], as manobras de reposição dos cristais são mais eficazes e melhoram a qualidade de vida quando comparado ao uso de medicamentos antivertiginosos (Bhattacharyya e cols, 2008);

– A intervenção precoce (antes de 6 meses de evolução) da fisioterapia vestibular em pacientes com tontura sugerem melhores resultados do que os pacientes que iniciam o tratamento tardiamente. Quanto mais próximo da fase aguda, melhor o resultado terapêutico (Herdman, 2012);

– Portanto, as evidências indicam que encaminhar ou começar com a Fisioterapia Vestibular o quanto antes pode proporcionar melhora dos sintomas de tontura e prevenir complicações futuras, como ansiedade, redução da capacidade funcional, consequências do imobilismo e possibilidade de quedas. A intervenção pela fisioterapia vestibular, já na fase aguda, configura uma abordagem efetiva e segura nos casos de pacientes com síndromes vestibulares.

Por: Dr. ANDRÉ LUÍS DOS SANTOS SILVA

 – Doutorado em Ciências Médicas, Área de concentração: Fisioterapia – Universidad Nacional de Buenos Aires

– Formação internacional em Reabilitação vestibular pela American Association Physical Therapy (APTA) e pela Emory University, The Dizziness and Balance Center at Emory, Atlanta, Georgia, USA.

– Membro da American Physical Therapy Association [APTA/USA] e da Vestibular Disorders Association [VEDA/USA].

– Sócio-fundador da Associação Brasileira de Fisioterapia Neurofuncional [ABRAFIN].

Fonte: Fisioterapia Vestibular

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