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Tetraplégico adapta objetos para fazer fisioterapia em casa e recupera parte dos movimentos em SC

Rogério Linhares, conhecido como Dedéu, mora em Garopaba e sofreu acidente de carro aos 20 anos. Ele usa a criatividade para conseguir superar dificuldades.

O ex-vereador e comerciante aposentado Rogério Linhares, conhecido como Dedéu, de 42 anos, mora em Garopaba, no Litoral Sul catarinense, e sofreu um acidente de carro que o deixou tetraplégico em 1996, aos 20 anos. Mas ele usou a criatividade e resolveu aproveitar objetos para fazer exercícios dentro de casa e conseguiu recuperar parte dos movimentos.

 

A ideia surgiu porque ele levava quatro horas no trânsito para fazer fisioterapia em Florianópolis. “Resolvi criar algumas coisas em casa para não parar, para fazer o exercício”, disse. Foram os amigos dele que montaram as engenhocas.

 

Ele pegou vários materiais – pedaços de madeira, peças de aço, cabo de vassoura, borracha – e criou os próprios equipamentos. Depois do acidente, Dedéu só mexia o olho, por causa de uma lesão na coluna cervical. Mas isso foi mudando e alguns movimentos voltaram aos poucos.

 

Atualmente, o ex-vereador mexe os punhos e um pouco do braço, que um dos aparelhos ajuda a fortalecer, por exemplo. Adaptou ainda um aparelho de academia e construiu até um alongador para conseguir fazer a barba.

O ex-vereador treina até três horas por dia e coloca na internet os vídeos com as criações. “Eu posto para que eles possam também pegar o exemplo e fazer a atividade”, falou.

Ele disse que a respiração melhorou bastante, que voltou a dirigir e que consegue ficar sentado na cadeira. “Antes, quando eu sentava, eu desmaiava no início”, relatou. “Viver é o mais importante que tem”.

 

Cuidados

A fisioterapeuta Caroline Rocha elogia a criatividade de Dedéu e dá algumas dicas. “A roldana é excelente. O problema é que ele faz muito rápido esse movimento. Não precisaria ser tão rápido”, comentou.

 

Ela também alerta para alguns cuidados e recomenda que o paciente tenha acompanhamento de um profissional.

 

“Nos primeiros seis meses, um ano, precisa de um profissional, quanto mais tempo melhor. Porque a lesão, tanto na coluna quanto no cérebro, se for outro tipo de paciente, vai precisar ser o máximo possível nesse período”, disse ela.

 

Fila nos municípios

O SUS (Sistema Único de Saúde) oferece fisioterapia, mas em muitos casos é preciso esperar meses para conseguir uma vaga.

 

Blumenau, no Vale do Itajaí, tem convênio com seis clínicas. Fez 1.381 atendimentos em abril, e 1441 pessoas estão na fila de espera, que pode chegar a quatro meses.

 

Em Florianópolis, o atendimento pode ser feito nos postinhos, policlínicas ou centros especializados, dependendo da gravidade. Em 2017 havia até 2,3 mil pessoas na fila e esperavam até um ano para conseguir.

 

Em São José, na Grande Florianópolis, são até 400 pacientes por mês, e tem fila de espera, mas o município não deu detalhes.

 

Joinville, no Norte catarinense, afirma que não tem fila e que existe convênio com 11 clínicas para atender quase 4 mil pessoas por mês.

 

Fonte: G1

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